Após quarenta dias de preparação (Quaresma), celebramos a Páscoa do Senhor! O que as crianças celebraram não são apenas a lembrança de acontecimentos já milenares, mas a vivência atual do que se tornou definitivo além do tempo para a eternidade.
Vivemos o Dia eterno do Senhor, vencedor da morte, Vivo para sempre. Aquele que se fez homem mortal, o Imortal Verbo de Deus, para poder dar sua vida na realização da Vontade do Pai pela salvação de toda a humanidade. Neste sentido, a Páscoa marca o Dia eterno já iniciado, a plenitude da humanidade na Vida divina já completa em Jesus, penetrando na humanidade toda. Com Jesus vitorioso sobre a morte, o Ressuscitado, entramos no destino último da humanidade e de todo o universo – a Vida Eterna. Esta Vida não é apenas uma continuidade da mesma vida que vivemos no mundo passageiro, é a Vida em plenitude divina de Amor: Reino de Deus.
É importante lembrar através da Eucaristia e da oração do
Pai-Nosso, gestos de Jesus, como memória de sua vida e passagem sobre a terra.
A oração do Pai Nosso é fundamental, porque o que está contido nela é aquilo
que nós precisamos para nossa vida de cristãos: contemplar o rosto paternal de Deus. Por isso, juntos vamos nesta
páscoa, renovar a nossa filiação a Deus Pai, concedida por meio de Jesus
Cristo. Vamos reforçar em nosso coração que em Jesus todos somos filhos e filhas, e para Deus é uma alegria ser
chamado de Pai. “Deus se alegra em ter-nos como filhos”.
Viver a Páscoa, a ressurreição e o
divino Amor, é a vida de todo cristão. Nós, como o Cristo, passamos por este
mundo com a potência do Amor de Deus, impregnando-nos com o mesmo Amor,
construindo o Mundo novo e definitivo.
Viver a Páscoa é transbordar do Amor de
Deus, é viver a boa nova do Evangelho, fazendo o bem e espalhando amor ao
próximo! Mas quem é o próximo? O próximo é todo aquele que nas pequenas e grandes
situações necessita de auxílio, de atenção, de amor, de alegria espiritual e de
misericórdia!
Quero
finalizar, recordando as palavras do Papa Francisco em sua exortação
apostólica: “O Evangelho, onde resplandece gloriosa a Cruz de Cristo, convida insistentemente
à alegria. A sua mensagem é fonte de
alegria: «Manifestei-vos estas coisas, para que esteja em vós a minha alegria,
e a vossa alegria seja completa» (Jo 15,11). A nossa alegria cristã brota da fonte do
seu coração transbordante. Ele promete aos seus discípulos: «Vós haveis de estar tristes, mas a vossa
tristeza há de converter-se em alegria» (Jo 16,20). E insiste: «Eu hei de ver-vos de novo!
Então, o vosso coração há de alegrar-se e ninguém vos poderá tirar a vossa
alegria» (Jo 16,22).Depois de verem-no ressuscitado, encheram-se de alegria (Jo
20,20).”
Há cristãos que parecem ter escolhido
viver uma Quaresma sem Páscoa. Reconhecemos, porém, que a alegria não se vive
da mesma maneira em todas as etapas e circunstâncias da vida, por vezes muito
duras. Adapta-se e
transforma-se, mas sempre permanece pelo menos como um feixe de luz que nasce
da certeza pessoal de não obstante o contrário, sermos infinitamente amados. Compreendemos
as pessoas que se vergam à tristeza por causa das graves dificuldades que têm
de suportar, mas aos poucos é preciso permitir que a alegria da fé comece a
despertar como uma secreta, mas firme confiança, mesmo no meio das piores
angústias: «A paz foi desterrada da minha alma, já nem sei o que é a felicidade
(…). Isto, porém, guardo no meu coração; por isso, mantenho a esperança. É que
a misericórdia do Senhor não acaba, não se esgota a sua compaixão. Cada manhã
ela se renova; é grande a tua fidelidade. (...) Bom é esperar em silêncio a
salvação do Senhor» (Lm 3,17.21-23.26).
Vamos celebrar nesta Páscoa a ALEGRIA DE SERMOS FILHOS DE DEUS, SUJEITOS DE
FÉ, pois Deus manifestou o seu amor imenso a humanidade na ressurreição de
Jesus. Com esse gesto, ela nos torna fiéis sempre novos e renova sempre nossas
forças. Cristo é a boa nova e nós devemos ser continuadores e anunciadores
dessa BOA NOVA em nosso dia-a-dia.
Feliz Páscoa!
Atenciosamente,
Supervisão Pedagógica.



