terça-feira, 24 de junho de 2014

Slow Parenting




Uma reportagem da revista Claudia do mês de março fala sobre o crescimento no Brasil, do movimento batizado lá fora de slow parenting, que defende a desaceleração da rotina dos filhos para dar a eles tempo para explorar o mundo.
Os partidários desse conceito garantem que encher as crianças de atividades visando prepará-las para o futuro – para o mercado de trabalho – e cobrar a perfeição pode gerar um efeito contrário do esperando, gerando adolescentes e adultos menos criativos, apáticos, desinteressados e sem iniciativa.
É claro que os pais querem que seus filhos sejam felizes e saudáveis e também atinjam plenamente seu potencial. Porém para alcançar esse objetivo, precisamos relaxar e buscar o equilíbrio entre fazer muito ou pouco por eles. É fundamental que a criança seja ouvida e observada, porque não pode ser vista como um projeto ou produto que pode ser moldado como uma obra de arte, mas é alguém que se desenvolverá bem desde que tenha espaço para protagonizar a sua história. No decorrer de sua vida a criança deve ser preparada gradualmente para lidar com o risco, o medo e o fracasso. Se a criança tem a vida completamente planejada, não lhe sobra tempo para descobrir quem realmente é e acaba tendo dificuldade em lidar com o inesperado.  De acordo com a pedagoga Jamile Magrin Goulart Coelho, diretora do Espaço Educacional, este movimento está desafiando a cultura da velocidade que impede que as experiências sejam vividas em profundidade, que multiplicam atividades em nome da busca por sucesso e que valorizam quantidade e não qualidade na educação.
Hoje, é cada dia mais comum as crianças terem uma agenda de executivos, repleta de atividades extras. Com isso, não sobra tempo para brincar e brincar é explorar o desconhecido, dar forma, cores e sons a sonhos e, com isso, aprender a fazer a nossa leitura do mundo a partir do aprendizado sinestésico, em que utilizamos a maioria dos sentidos.
Até 6 anos de idade, o aprendizado tem que ser lúdico, tem que dar espaço para a criatividade, para a interação juntamente com os limites que incluem atitudes de respeito ao outro, saber esperar a vez, saber ganhar ou perder. O aprendizado sinestésico deveria ocupar quase que 100% do tempo nesta faixa etária e a brincadeira e o prazer em aprender deveriam caminhar de mãos dadas.
"Mas a cobrança por sucesso é cultural e vem de vários lados, de uma sociedade obcecada por perfeição." A busca exagerada por sucesso por parte dos pais vai queimando etapas importantes na vida das crianças. Essa situação acaba associando aprendizado com desmotivação, mata a curiosidade, que é o motor da vontade de descobrir como tudo funciona, e alimenta o medo do fracasso.
"O problema do exagero de atividades extracurriculares é que deixa a criança cansada e sem foco. O desenvolvimento neurológico sadio depende disso, afirma a neuropsicóloga Adriana Foz, e queimar etapas trará consequências mais adiante." Um número cada vez mais significativo de crianças e jovens chega à escola com esse quadro de desmotivação e com problemas como Déficit de Atenção e Hiperatividade e depressão. Esses problemas, segundo a Organização Mundial da Saúde, estão presentes em três a cada 10 jovens, conforme informação da revista Claudia.
É obvio que dominar outros idiomas tornou-se um pré-requisito para o sucesso profissional em muitas áreas e praticar esportes é importante para a saúde. Entretanto, o problema é o exagero de atividades extra curriculares. Além de gerar ansiedade, pode atrapalhar o desempenho acadêmico. O cérebro precisa de tempo para processar informações” diz a neuropsicológa Adriana Fóz, uma das coordenadoras do Projeto Cuca Legal, do Departamento de psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).  Por isso, como pais, precisamos ter bom senso e buscar o equilíbrio. Brincar é uma forma de construção do conhecimento sobre o mundo e o processo de aprendizagem nos acompanha a vida toda. O adulto realizado profissionalmente tem uma forte participação da sua "criança" em tudo que faz, pois ela é responsável pela nossa criatividade, pela nossa curiosidade, pela busca da inovação.

Aprender a aprender é nosso desafio constante. Por isso, vamos deixar que as crianças vivam sua infância no seu tempo, no seu ritmo, explorando o mundo à sua volta com curiosidade e encantamento.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Maria de Nazaré - Mãe de Jesus e nossa!

MARIA...

Nossa Senhora é Mãe de Deus e não da divindade. Ou seja, Ela é Mãe de Deus por ser Mãe de Jesus, pois as duas naturezas (a divina e a humana) estão unidas em Nosso Senhor Jesus Cristo.

Nossa Senhora é Mãe desta única pessoa que possui ao mesmo tempo a natureza divina e a natureza humana, como a nossa mãe é a mãe de nossa pessoa. Ela deu a Jesus Cristo a natureza humana; não lhe deu, porém, a natureza divina, que vem unicamente do Pai Eterno.

Maria deu, pois, à Pessoa de Jesus Cristo a parte inferior - a natureza humana, como a nossa mãe nos deu a parte inferior de nossa pessoa, o corpo.

Apesar disso, nossa mãe é, certamente, a mãe da nossa pessoa, e Maria é a Mãe da pessoa de Jesus Cristo.

Notemos que em Jesus Cristo há uma só pessoa, a pessoa divina, infinita, eterna, a pessoa do Verbo, do Filho de Deus, em tudo igual ao Padre Eterno e ao Espírito Santo. E Maria Santíssima é a Mãe desta pessoa divina. Logo, ela é a Mãe de Jesus, a Mãe do Verbo Eterno, a Mãe do Filho de Deus, a Mãe da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, a Mãe de Deus, pois tudo é a mesma e única pessoa, nascida do seu seio virginal.

A alma de Jesus Cristo, criada por Deus, é realmente a alma da pessoa do Filho de Deus. A humanidade de Jesus Cristo, composta de corpo e alma, é realmente a humanidade do Filho de Deus. E a Virgem Maria é verdadeiramente a Mãe deste Deus, revestido desta humanidade; é a Mãe de Deus feito homem.

Ela é a Mãe de Deus - "Maria de qua natus est Jesus": "Maria de quem nasceu Jesus" (Mt 1, 16).


Citemos pelo menos uns textos dos principais Apóstolos, tirados de suas "liturgias" e transmitidas por escritores dos primeiros séculos.

Santo André diz: "Maria é Mãe de Deus, resplandecente de tanta pureza, e radiante de tanta beleza, que, abaixo de Deus, é impossível imaginar maior, na terra ou no céu." (Sto Andreas Apost. in transitu B. V., apud Amad.).

São João diz: "Maria é verdadeiramente Mãe de Deus, pois concebeu e gerou um verdadeiro Deus, deu à luz, não um simples homem como as outras mães, mas Deus unido à carne humana." (S. João Apost. Ibid).

S. Tiago: "Maria é a Santíssima, a Imaculada, a gloriosíssima Mãe de Deus" (S. Jac. in Liturgia).

S. Dionísio Areopagita: "Maria é feita Mãe de Deus, para a salvação dos infelizes." (S. Dion. in revel. S. Brigit.)
Orígenes (Sec. II) escreve: "Maria é Mãe de Deus, unigênito do Rei e criador de tudo o que existe" (Orig. Hom. I, in divers.)

Santo Atanásio diz: "Maria é Mãe de Deus, completamente intacta e impoluta." (Sto. Ath. Or. in pur. B.V.).
Santo Efrém: "Maria é Mãe de Deus sem culpa" (S. Ephre. in Thren. B.V.).

S. Jerônimo: "Maria é verdadeiramente Mãe de Deus". (S. Jerôn. in Serm. Ass. B. V.).

Santo Agostinho: "Maria é Mãe de Deus, feita pela mão de Deus". (S. Agost. in orat. ad heres.).

Mariadeve ser a grande inspiraçãopara todas as mulheres da humanidade, pois assumiu com coragem a missão confiada por Deus. Foi corajosa ao dizer "SIM" ao anjo Gabriel, mesmo sabendo, através das profecias, que teria também seu próprio calvário, enquanto mãe daquele que seria sacrificado em nome da salvação da Humanidade. Deus se fez carne por meio de Maria. Ela é o ponto de união entre o céu e a Terra. Contribuiu para a obtenção da plenitude dos tempos. Sem Maria, o Evangelho seria apenas ideologia, somente "racionalismo espiritualista", como registram alguns autores.

O próprio Jesus através do apóstolo São Lucas (6,43) nos esclarece: "Uma árvore boa não dá frutos maus, uma árvore má não dá bom fruto". Portanto, pelo fruto se conhece a árvore. Santa Isabel, quando recebeu a visita de Maria já coberta pelo Espírito Santo, exclamou: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre." (Lc1,42). O Fruto do ventre de Maria é o Filho de Deus Altíssimo, Jesus Cristo, nosso Deus e Senhor. Quem aceita Jesus, fruto de Maria, aceita a árvore que é Maria. Maria é de Jesus e Jesus é de Maria. Ou se aceita Jesus e Maria ou se rejeita a ambos. 

É por isso que reverenciamos no mês de maio a mulher mais doce, mais forte, mais corajosa da humanidade. Mulher de silêncio e oração! Aquela que tudo fez e faz por nós, intercedendo nossos pedidos junto a Jesus!
Entreguemo-nos à proteção de Maria Santíssima que, quando se tornou Mãe de Deus, fez-se também nossa Mãe, incumbiu-se de formar em nós a imagem de seu Divino Filho!
Maria encarna os ideais de paz, amor e solidariedade, que foi o terreno onde Deus fecundou seu amor pelos filhos e de cujo ventre nasceu aquele que personificou a união ente os homens e o amor ao próximo, o Cristo. Celebrar Maria é celebrar O nosso Salvador. Dia da Paz, dia da Mãe Santíssima.

Que ao olhar para Maria, possamos aumentar em nós a confiança inabalável na Misericórdia de Deus! Que ao olhar para Maria possamos trilhar o caminho reto, com a certeza de seu auxílio, abandonando os apegos e vaidades do mundo, assimilando a vida de Jesus Cristo, que nos conduz à Vida Eterna
Maria, nossa mãe fica conosco! Amém!

Dia das Mães!




Multiplicadoras



Mãe que ao dar a benção da vida entregou a sua.

Que ao lutar por seus filhos esqueceu-se de si mesma.

Que ao desejar o sucesso deles, abandonou seus 

anseios, q
ue ao vibrar com suas vitórias, esqueceu seu 

próprio mérito.

Que ao receber injustiças, respondeu com seu amor.

E que ao relembrar o passado só tem um único pedido: 

Deus proteja meus filhos por toda vida.

Em uma palavra de três letras definimos toda riqueza do

mundo "Mãe".


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Uma reflexão sobre ser mãe!

Profissão: Mãe!

Ontem mesmo estava lendo um livro quando me deparei com um trecho muito interessante e que me fez pensar sobre ser mãe 24 horas por dia:

Quando a mulher está no mercado de trabalho, é simples mensurar o grau de sucesso, seja pelo salário, seja pela posição, seja pelo nível de atuação e de responsabilidade. No entanto, quando ela tem por ocupação principal ser MÃE, não é possível mensurar nada disso.

Ela trabalha por longos períodos, de dia e de noite, sem expectativa definida de hora de término. Não pode faltar quando fica doente e não tem como pedir demissão. É uma tarefa que consome quase 24 horas do dia, especialmente quando os filhos são bem pequenos, 7 dias por semana. Da autora Stormie Omartian – do livro O poder da mãe que ora.
Nunca li nada tão sensato e verdadeiro voltado para as mães que estão aí, full time, 24 horas por dia. E saberemos o resultado do nosso trabalho daqui uns 20 anos.
Nem todas as mulheres podem ser mães
full time. Muitas desejam, mas não podem, precisam trabalhar. Muitas podem, mas não querem abrir mão de suas carreiras. Muitas sempre foram donas de casa e nunca tiveram um trabalho e hoje são mães full time.
São variados os estilos de mãe, mas o que não devemos esquecer nunca é de 2 grandes passos importantes para vivermos uma maternidade mais leve e com a responsabilidade de ser mãe:

1)Seja qual for a sua posição não delegue a ninguém a sua função de mãe. Não delegue a babá, nem a escola, nem a avó, nem ao pai. Seja mãe. As escolas estão lotadas de crianças que pais e mães deixam seus filhos 24 horas para irem trabalhar. Até aí tudo bem. Mas muitas mães pedem para as monitoras ou professoras não deixarem os seus filhos, ainda tão pequenos ou até bebês, dormir a tarde (o que é vital para o crescimento da criança) para não terem o trabalho de cuidar dos seus filhos depois do expediente. Se for para ser assim, não tenham filhos.

2) Cuide de você. A maternidade não é o fim. É o começo de uma nova vida, cheia de desafios e novas descobertas. Talvez a caminhada mais preciosa na vida de uma mulher e ser mãe já é um grande motivo para se amar mais. Ir a academia, fazer uma yoga ou uma simples caminhada diária, fazer as unhas no salão sem os filhos por perto não é crime. É uma questão básica, muito básica mesma para ser uma mãe mais feliz.

Para ser toda linda por fora é preciso cuidar da alma, do que te faz bem e feliz. É preciso ser verdadeira com os seus sonhos e entender as suas limitações.



Carol Siqueira (http://www.falamamae.com/profissao-mae/

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Viver a Páscoa com alegria!




Após quarenta dias de preparação (Quaresma), celebramos a Páscoa do Senhor! O que as crianças celebraram não são apenas a lembrança de acontecimentos já milenares, mas a vivência atual do que se tornou definitivo além do tempo para a eternidade.                                                         
Vivemos o Dia eterno do Senhor, vencedor da morte, Vivo para sempre. Aquele que se fez homem mortal, o Imortal Verbo de Deus, para poder dar sua vida na realização da Vontade do Pai pela salvação de toda a humanidade. Neste sentido, a Páscoa marca o Dia eterno já iniciado, a plenitude da humanidade na Vida divina já completa em Jesus, penetrando na humanidade toda. Com Jesus vitorioso sobre a morte, o Ressuscitado, entramos no destino último da humanidade e de todo o universo – a Vida Eterna. Esta Vida não é apenas uma continuidade da mesma vida que vivemos no mundo passageiro, é a Vida em plenitude divina de Amor: Reino de Deus.     
                    
                        
É importante lembrar através da Eucaristia e da oração do Pai-Nosso, gestos de Jesus, como memória de sua vida e passagem sobre a terra. A oração do Pai Nosso é fundamental, porque o que está contido nela é aquilo que nós precisamos para nossa vida de cristãos: contemplar o rosto paternal de Deus. Por isso, juntos vamos nesta páscoa, renovar a nossa filiação a Deus Pai, concedida por meio de Jesus Cristo. Vamos reforçar em nosso coração que em Jesus todos somos filhos e filhas, e para Deus é uma alegria ser chamado de Pai. “Deus se alegra em ter-nos como filhos”.
Viver a Páscoa, a ressurreição e o divino Amor, é a vida de todo cristão. Nós, como o Cristo, passamos por este mundo com a potência do Amor de Deus, impregnando-nos com o mesmo Amor, construindo o Mundo novo e definitivo.
Viver a Páscoa é transbordar do Amor de Deus, é viver a boa nova do Evangelho, fazendo o bem e espalhando amor ao próximo! Mas quem é o próximo? O próximo é todo aquele que nas pequenas e grandes situações necessita de auxílio, de atenção, de amor, de alegria espiritual e de misericórdia!  
Quero finalizar, recordando as palavras do Papa Francisco em sua exortação apostólica: “O Evangelho, onde resplandece gloriosa a Cruz de Cristo, convida insistentemente à alegria. A sua mensagem é fonte de alegria: «Manifestei-vos estas coisas, para que esteja em vós a minha alegria, e a vossa alegria seja completa» (Jo 15,11). A nossa alegria cristã brota da fonte do seu coração transbordante. Ele promete aos seus discípulos: «Vós haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza há de converter-se em alegria» (Jo 16,20). E insiste: «Eu hei de ver-vos de novo! Então, o vosso coração há de alegrar-se e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria» (Jo 16,22).Depois de verem-no ressuscitado, encheram-se de alegria (Jo 20,20).”
Há cristãos que parecem ter escolhido viver uma Quaresma sem Páscoa. Reconhecemos, porém, que a alegria não se vive da mesma maneira em todas as etapas e circunstâncias da vida, por vezes muito duras. Adapta-se e transforma-se, mas sempre permanece pelo menos como um feixe de luz que nasce da certeza pessoal de não obstante o contrário, sermos infinitamente amados. Compreendemos as pessoas que se vergam à tristeza por causa das graves dificuldades que têm de suportar, mas aos poucos é preciso permitir que a alegria da fé comece a despertar como uma secreta, mas firme confiança, mesmo no meio das piores angústias: «A paz foi desterrada da minha alma, já nem sei o que é a felicidade (…). Isto, porém, guardo no meu coração; por isso, mantenho a esperança. É que a misericórdia do Senhor não acaba, não se esgota a sua compaixão. Cada manhã ela se renova; é grande a tua fidelidade. (...) Bom é esperar em silêncio a salvação do Senhor» (Lm 3,17.21-23.26).
Vamos celebrar nesta Páscoa a ALEGRIA DE SERMOS FILHOS DE DEUS, SUJEITOS DE FÉ, pois Deus manifestou o seu amor imenso a humanidade na ressurreição de Jesus. Com esse gesto, ela nos torna fiéis sempre novos e renova sempre nossas forças. Cristo é a boa nova e nós devemos ser continuadores e anunciadores dessa BOA NOVA em nosso dia-a-dia.
Feliz Páscoa!


Atenciosamente, Supervisão Pedagógica.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Para Refletir: UBUNTU



UBUNTU


A jornalista e filósofa Lia Diskin, no festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com um caso de tribo na África chamada Ubuntu. Ela contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quanto terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria de volta para casa. Sobrava muito tempo, mas ela não queria catequizar os membros da tribo;  então , propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.                                                                                        
 Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laços de fita e tudo e colocou debaixo da árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse “já!”, elas deveriam sair correndo até o  cesto , e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.                                                                                                                     
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse “já!”, instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes. O Antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque  elas tinham ido todas juntas se uma só podia ficar com tudo que havia no cesto e, assim ganhar muito mais doces. Elas simplesmente responderam: Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem   tristes?                                                                               
Ele ficou desconcentrado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda não havia compreendido de verdade a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?         Ubuntu  significa: “Sou quem sou, porque somos todos nós!”Atente para o  detalhe :  porque SOMOS, não pelo que temos... UBUNTU PRA VOCÊ!

E você? O que tem feito pelo coletivo?

segunda-feira, 31 de março de 2014

Tarefa de casa


Aprendizagem, em que os pais podem ajudar? 
 

A família desempenha um papel importante na formação do indivíduo, pois permite e possibilita a constituição de sua essencialidade. É nela que o homem concebe suas raízes e torna-se um ser capaz de elaboração alargador, de competências próprias. A família é, portanto, a primeira instituição social formadora da criança. Dela depende em grande parte a personalidade do adulto que a criança virá a ser.

   Aliada à família a escola é a segunda instituição social formadora da criança, cabendo a estas duas instituições uma relação de parceria no processo de aprendizagem da criança. Neste contexto muitos pais se questionam: Como deixar o processo mais divertido? O que posso fazer para ajudar meu filho a escrever com prazer? Devo pressionar meu filho para ele aprender rápido?Infelizmente, para muitas famílias, a vida escolar do filho só é, de fato, valorizada e reconhecida, quando a criança ingressa na classe de alfabetização, no entanto é preciso levar em consideração que a alfabetização acontece desde o momento em que a criança entra em contato com o mundo letrado. Por isso é fundamental oferecer estímulos para que as crianças entrem em contato com as letras e números de forma prazerosa e contextualizada.

   O processo de aprendizagem da língua escrita não é fácil e requer muito trabalho e empenho de todos os envolvidos. Ele engloba muitos aspectos que dizem respeito não só à maturidade cognitiva, mas também à maturidade emocional do(a) aluno(a), sendo um processo que se inicia na Educação Infantil e se consolida no 1°. Ano do Ensino Fundamental.

   Em todo o processo de alfabetização é muito importante que sejam propiciadas situações em família com o objetivo de que a criança leia e escreva, independente das tarefas enviadas pela escola, que, com certeza, não irão suprir esta demanda.O "exercício" da escrita e leitura se faz, muitas vezes, de forma não sistematizada, por isso a família tem um papel estratégico. Como diz Emília Ferreiro: "...permite-se e estimula-se que a criança tenha interação com a língua escrita nos mais variados contextos".Algumas dicas podem ajudar neste processo:  
       
- Busque, fora do contexto escolar, situações para leitura e escrita, optando por textos e livros mais simples, curtos e de fácil entendimento. Podem também ser textos escritos pela própria criança ou pelo adulto. Incentive-o a confeccionar listas de supermercado, bilhetes, agendas, diários, entre outros. 

- Tire as dúvidas, leia e escreva as palavras que a criança não conseguir ler ou escrever.

- Se perceber que seu filho(a) está com muitas dificuldades, reveze a escrita e a leitura com ele(a) de palavras simples.                          
                                                                                                             
- Utilize jogos de memória ou quebra-cabeças que relacionem figuras e letras, figuras e sílabas.   

- Demonstre motivação, paciência e interesse pelo que a criança está escrevendo e lendo. Encontre tempo e disponibilidade para acompanhar as tarefas de seu filho(a).       

- Busque horários e locais adequados para as tarefas de casa e para as atividades de "letramento". Mesmo motivadas, a escrita e a leitura não podem competir, por exemplo, com a televisão, com o irmão muito menor que mexe em tudo, com os videogames, com o horário do desenho predileto ou do playground, entre outros.                                                                                                                                                    

- Se a criança demonstrar desinteresse pelo convite à escrita e leitura, não desista. Busque outro horário, outro momento, insista, mas sempre com bom senso.                                                                                    
- Visite bibliotecas e livrarias com a criança e exercite com ela a escolha de títulos. Busque conhecer suas preferências literárias. Você pode se surpreender...                                                                                           
- Não deixe de sempre fazer a leitura dos livros já utilizados pela escola nos anos anteriores e de outros títulos que você oportunizar a ele.                                                                                                                              
- Utilize alguns sites que oferecem jogos e atividades que oportunizem o contato com a escrita:
- Ao final da leitura de um livro ou texto, comente sua opinião sobre o que foi lido e pergunte o que ele(a) achou, de que parte mais gostou, se indicaria para outra pessoa, entre outros. Isso é fazer a criança perceber a "função social da leitura e da escrita", afinal, não se aprende a ler e escrever somente para fazer tarefas escolares.      
                                      
- Incentive e elogie cada avanço e conquista, afinal, a apropriação do código escrito não é uma tarefa fácil.- É comum que os pais tenham dúvidas sobre o processo. Se isso acontecer, busque conversar com o professor de seu filho ou com a supervisão pedagógica. 

 Importante: Divirta-se e emocione-se com este momento mágico e surpreendente da vida de seu filho(a), pois ele tende a passar muito rápido.