segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Pai, eu te fiz exemplo!


Quem disse que por de trás daquela barba que nos arranha o rosto não tem um coração moleque querendo brincar?
Quem disse que por detrás daquela voz grossa não tem um menino criativo querendo falar?
Quem foi que falou que aquelas mãos grandes não sabem fazer carinho se o filho chorar?
Quem foi que pensou, que aqueles pés enormes, não deslizam suaves na calada da noite, para o sono do filho velar?
Quem é que achou que no fundo do peito largo e viril não tem um coração de pudim, quando o filho amado, com um sorriso largo se põe a chamar?
Quem foi que determinou que aquele coroa, de cabelos brancos não sabe da vida para querer me ensinar?
Pai, você me escolheu filho, eu te fiz exemplo!
Um pai é alguém para se orgulhar, alguém para agradecer e, especialmente, alguém para amar. 

Feliz Dia dos Pais!

terça-feira, 14 de julho de 2015

Dicas de atividades para as férias de julho




Com a chegada das férias escolares, muitos pais buscam aproveitar melhor seu tempo ao lado dos filhos e reservar algumas horas para brincar e se divertir ao lado deles. O momento pode ser uma boa oportunidade também para desenvolver atividades diferentes, que promovam interação e estimulem a criatividade. “As crianças são potentes, protagonistas de suas histórias, são ativas e curiosas. Precisamos estimulá-las sempre que possível, para despertar o interesse por diferentes atividades e materiais”, afirma Márcia Murillo, pedagoga da Mercur.
Algumas sugestões de atividades:
·          Maquetes com caixinhas diversas
"Utilize caixas de chá, remédios e outras. Vire-as do avesso, feche-as com fita adesiva e explore a pintura das caixas com tinta guache. Os detalhes da pintura podem ser feitos com caneta permanente. Se a criança quiser, também pode customizar a caixinha com elementos da natureza usando a cola branca para fixá-los", ensinam.
·         Massinha de modelar caseira
"Com sal, farinha de trigo, água e pó para refresco é possível fazer em casa a massinha que as crianças tanto gostam de brincar. Essa pode ser uma forma divertida de colocar a criança em contato com os utensílios de cozinha, por exemplo".
·         Painéis
"Distribuir folhas grandes pela casa e deixar a criança usar a tinta guache ou o giz de cera para pintura. Essa pode ser uma ótima ideia para reutilizar os papéis de presente do Natal".
·         Varal da arte
"Montar um varal dentro de casa ou no quarto da criança para pendurar as criações, como as pinturas, é uma  forma simples de valorizar e apreciar o seu trabalho".
·         Fazer Piquenique
Quando chegam as férias, é difícil tirar os filhos da frente do computador e da televisão. No entanto, é importante que eles pratiquem atividades ao ar livre e interajam - ao vivo - com outras crianças. Uma maneira de conseguir com que eles façam isso é promovendo um piquenique em família.
·         Cozinhar
Dividir a bancada da cozinha com a criançada é muito mais do que divertido. Quanto antes eles tiverem contato com a culinária, menores as chances de, no futuro, virarem escravos de deliveries e da fast food. Além de ser um jeito delicioso de ensinar novas habilidades aos pequenos. Para a brincadeira na cozinha não acabar mal, alguns cuidados precisam ser tomados. Legumes e verduras devem ir para a área de trabalho picados; convém trocar objetos cortantes de metal (como espremedores, raladores e facas) por utensílios descartáveis; para evitar acidentes, o cabo da panela precisa ser mantido sempre em direção oposta ao corpo; e, na hora de levar o prato ao forno, é bom usar luvas térmicas. Além das receitas consagradas entre os mais novos, como cupcakes e cookies, é possível preparar yakissoba, suflê, quibe e bruschettas sem dificuldade. As opções mais saudáveis tiram de campo o hambúrguer com fritas e ensinam, na prática, o cuidado que deve ser tomado na cozinha. Mesmo que o seu filho não se torne um chef no futuro, a diversão com as caçarolas é garantida!
·         Quebra-cabeça
O jogo de quebra-cabeça desenvolve nas crianças as habilidades motoras, visuais, sociais e cognitivas. Ao escolher um quebra-cabeça para o seu filho, considere as seguintes indicações de especialistas no assunto: Idade: Certifique-se de que esteja adquirindo um tipo adequado de quebra-cabeça para a idade de seu filho. Por exemplo: quebra-cabeças com peças maiores são ideais para crianças menores, que ainda estão em processo de desenvolvimento da coordenação motora. Elas são fáceis de montar e este tipo de quebra-cabeça pode ser usado para ensinar diferentes formas como círculo, quadrado, triângulo, formas ovais, retângulos, corações etc. Quebra-cabeças de alfabeto e palavras são excelentes auxiliares para crianças que estejam passando pelo processo de alfabetização. Às crianças mais velhas são indicados quebra-cabeças com mais peças, variando entre 50 e 200 unidades, de acordo com a habilidade. Você também pode criar um quebra-cabeça com fotos de revistas e imagens de jornais. Peça para seu filho escolher uma imagem, faça recortes e peça para seu filho encaixá-las, montando a figura numa folha em branco ou colorida. É fácil e divertido.

Outra atividade estimulante e muito importante é ensinar a guardar os brinquedos. Deixe que elas mesmas guardem seus brinquedos em uma caixa de papelão vazia, por exemplo. Ao termino da arrumação, é aconselhável cantar uma música. Pode–se repetir a brincadeira, assim, a criança saberá que é importante guardar suas coisas após o uso.

Mais um trecho do livro “Crianças francesas dia a dia” - Espere um minuto - os pais procuram ensinar paciência aos filhos



1-
Dê muitas chances aos seus filhos de treinarem a espera - cientistas descobriram que crianças se tornam boas na capacidade de esperar quando aprendem a se distrair - inventando uma musiquinha ou fazendo caretas em frente ao espelho. Pais franceses nem precisam ensinar. Se apenas disserem "espere" e fizerem a criança treinar a esperar diariamente, ela vai descobrir como se distrair. Mas se eles largarem tudo na hora que a criança reclamar que está entediada ou se desligarem o telefone quando ela interromper, a criança não vai melhorar na capacidade de esperar. Só vai melhorar na capacidade de Choramingar.

2- Demore mais para responder - não dê um pulo para pegar guardanapo a hora que a criança pedir (melhor ainda, coloque em uma prateleira baixa para que ela consiga pegar) . Quando estiver ocupado, mostre educadamente para a criança o que você está fazendo e peça que ela compreenda. Ela tem que aprender que não é o centro do universo. Uma criança que não percebe isso e tem tudo que quer, não vai ter motivos para crescer.    
 
3- Trate a criança como se elas fossem capazes de se controlar. Valorize a inteligência de uma criança . Abaixe-se e diga com gentileza para a criança pequena que está pegando os livros na prateleira, que ela deve parar e mostre como colocar de volta. - Quando ela jogar uvas no chão mostre-lhe como deixar as uvas no prato. Faça isso com paciência e olhando cara a cara. As crianças precisam aprender os limites.
 
4- Não deixe que seu filho interrompa você. "Estou no meio de uma conversa. Espere e estarei com você em um momento". Em seguida cumpra sua promessa. Continue sua conversa, mas, quando tiver terminado, vire-se para a criança e ouça o que ela tem a dizer. Ensine-a a dizer ao menos "com licença " se for urgente. 

5- Alimentos. Franceses experimentam comidas, até as de que não gostam, uma forma de lidar com a frustração. Esperem para comer nos horários das refeições. Se comem chocolate de manhã não comem no lanche da tarde. 
6- Deixe que comam bolo. Fazer bolos é uma atividade regular do final de semana em muitas famílias.
 
7- Deixe claro para a criança que lidar com a frustração é uma habilidade crucial para a vida. Tentar fazer a criança ser feliz o tempo todo vai torná-la mais infeliz mais tarde. 
8- Lide calmamente com birras. Acima de tudo, não ceda. Birras não mudam as regras. Alguns pais perguntam ao filho que solução ele acha boa, levando as limitações em consideração. Se a criança consegue se acalmar o bastante para falar, costuma dar ideias sensatas, como comer o mesmo biscoito no 
Lanche da tarde. Mas não ceda. Seja firme sempre em sua atitude e seja constante.

9- Não se torne um juiz. Peça alguma sugestão , force-o ele a pensar em outra coisa 
10- Não crie um dependente de elogios.  Em vez de dizer “muito bem " pergunte "Está orgulhoso de si mesmo?" 

11- Finja concordar. Não contrarie seu parceiro na frente das crianças. Espere e converse em particular. Assim desenvolverá cumplicidade com seu cônjuge. Vocês dois parecerão mais autoritários aos olhos dos filhos, e eles ficarão tranquilos com a impressão de que há algo sólido no núcleo da família. 
12- Um grito de guerra da criação francesa é: Sou eu quem decide. "A pior educação é deixá-lo flutuando entre a vontade dele e a sua e disputar infinitamente com você qual dos dois vai mandar." Jean-Jacques Rousseau. 
13 - Diga "não " com convicção. As crianças florescem melhor dentro de limites, e é tranquilizador saber que um adulto está guiando o barco. Não precisa gritar. Apenas olhe diretamente para a criança, ajoelhe- se se precisar e explique a regra com confiança, calmamente.

14- Explique o motivo por trás da regra. Quando disser "não", sempre tente explicar por quê. Você não quer botar medo no seu filho para que ele obedeça. Na verdade, quer criar um mundo coerente e previsível para ele mostrar que respeita a autonomia e inteligência dele. Sempre seja direto: você não quer que sua explicação soe como uma negociação (porque não é). Às vezes ajude a relembrar as regras. Exemplo assim que entra no mercado lembrar que está lá para comprar artigos necessários para casa, não brinquedos nem doces. As crianças têm a opção de comprar essas coisas com sua mesada. 

Paciência é a lição dos pais franceses



Vivemos em um mundo acelerado, tudo é muito rápido, tudo é para ontem. Isso tem gerado uma ansiedade muito grande nas crianças. O exercício da paciência talvez seja o maior desafio para nós, adultos, e para elas. Conviver com pessoas mais velhas, que vêm de um outro ritmo de vida - como os avós, é um caminho possível. Sobre isso, a autora do livro: Crianças Francesas dia a dia, Pamela Druckerman, jornalista americana que viveu dez anos na França, sublinha que a chave dessa educação tão bem sucedida na França tem como pilar a paciência.
Chama atenção também no seu livro para a certa independência das crianças francesas. De acordo com Druckerman, elas brincam sozinhas e não interrompem os pais a todo momento em busca de atenção, ao passo que os pais também não fazem dos filhos o centro exclusivo de suas vidas. Para a pesquisadora da UFMG Laura Guimarães, isso pode ter ligações com o desenvolvimento do feminismo na França e as mudanças que ele provocou no comportamento materno. "As francesas estão há muito tempo tentando desconstruir esse mito da valorização do sacrifício materno, da mãe como aquela que deixa de fazer tudo para se dedicar ao filho e, com isso, a criança tem que ter uma vida mais independente. A mãe não fica mimando a criança o tempo todo".

A sabedoria dos pais franceses

Palavras mágicas - Há cinco palavras básicas que as crianças devem sempre usar: "oi", "tchau", "obrigado" “com licença” e "por favor". Não é só uma questão de educação, mas também uma forma de evitar o egoísmo e lembrar as crianças da existência das outras pessoas.
Os pais franceses buscam equilíbrio entre impor limites e dar liberdade. A metáfora de um quadro é usada pela autora para explicar a ideia: a moldura indica os limites estabelecidos pelos pais, mas dentro dela há liberdade para a criança.
Os pais franceses não têm medo de dizer não.  É preciso usar a palavra quando necessário para que os filhos aprendam desde cedo a lidar com frustrações. Ao mesmo tempo, é uma forma de mostrar às crianças sobre quem está no comando da situação.
Outra questão é a educação Gourmet por excelência, os franceses utilizam a tradição à mesa, marcada por refeições longas, com mais de um prato, para ensinar os pequenos a serem pacientes.
Mães de qualquer lugar podem ensinar aos seus filhos paciência. Mas os franceses acham que paciência é uma habilidade que você deve ensinar para as crianças, assim como você ensina o alfabeto ou a andar de bicicleta. Os franceses acreditam que as crianças são mais felizes quando não estão à mercê de suas próprias vontades. Os cientistas descobriram que os franceses estão certos: paciência é como um músculo, fica mais forte quando é praticada.    

Eles ensinam as crianças a terem paciência em detalhes do dia-a-dia. Por exemplo, se a criança tenta interromper, eles vão dizer para que ela espere. Mas isso vale para o outro lado também: se a criança está feliz, brincando, seus pais também não vão interromper.                                                                                                           
Pais franceses acham que é crucial ouvir com atenção seus filhos e dizer “sim” a eles sempre que possível. Mas eles também acreditam que é importante ser rigoroso em relação a algumas coisas que são chaves para as demais. Por exemplo, na hora de dormir, algumas vezes os pais vão dizer para as crianças que elas devem ficar em seus próprios quartos. Isso não é negociável. Mas, uma vez que elas estejam em seus quartos, elas podem fazer o que gostam. Então, existe a parte da liberdade também, o que faz com que a criança se sinta autônoma e respeitada.                                    É verdade que as escolas francesas são muito rigorosas na questão disciplinar e de horários, por exemplo. Mas os franceses também acreditam que, se uma criança acha que tudo é negociável, isso vai tornar a própria criança e toda a família infeliz. Eles acham que aprender a lidar com frustrações é uma importante habilidade para toda a vida, afinal a vida também pode ser frustrante. O resultado disso tudo, de acordo com as experiências da autora, são menos birras e manhas e mais tempo livre e calmo para brincar. Quando se pergunta para pais franceses o que eles mais querem para suas crianças, é sempre alguma coisa como “se sentir confortável na própria pele”, o que me parece ser um objetivo que vale muito a pena. Outro ponto importante ressaltado pelos psicólogos franceses é o casal como fundamento da família,  quanto mais forte for a relação entre pai e mãe, mais a criança será segura, educada e independente. 

6 maneiras de ensinar os filhos a serem pacientes



Como fazer com que as crianças entendam que nem todos os seus pedidos podem ser atendidos imediatamente (Revista Pais & Filhos)

A paciência é uma habilidade que nós desenvolvemos ao longo da vida. Geralmente a gente tem a ideia de que infância e capacidade de esperar não combinam muito. Quem é mãe que o diga. Frases como: “eu quero agora”, “que demora” nós já chegamos? ”costumam fazer parte do vocabulário infantil. Mas esses costumes podem dificultar a relação familiar e ainda prejudicar o desenvolvimento emocional das crianças.
No livro Crianças Francesas Dia a Dia, a jornalista Pamela Druckerman, dá dicas de como ensinar as crianças a terem paciência. De acordo com ela, o segredo não é querer que as crianças fiquem paralisadas e em silêncio, mas que consigam entender que nem todos os seus pedidos podem ser atendidos imediatamente.
Demore mais para responder
Quando você estiver cozinhando ou estiver se dedicando a uma tarefa que não pode parar e seus filhos lhe pedirem para ver o desenho que fizeram, diga com delicadeza que vai olhar em alguns minutos, mostre gentilmente o que você está fazendo e peça que eles compreendam. Isso não apenas torna a vida mais calma. É também o que os franceses chamam de passagem obrigatória para as crianças, quando aprendem que não são o centro do mundo. Ir mais devagar pode fazer com que os filhos lidem melhor com o tédio. A paciência é um músculo, quanto mais se exercita, mais forte fica.
Trate as crianças como se fossem capazes de se controlar
Valorize a inteligência dos seus filhos. Se eles estiverem pegando todos os brinquedos da prateleira e largando pelo quarto, mostre a eles com gentileza como guardá-los novamente. Faça isso com paciência olhando em seus olhos. Afinal, eles precisam de limites, mas também precisam de amor.
Não deixe que seus filhos te interrompam
Quando esse tipo de situação acontecer, explique o que está fazendo e diga que irá falar com eles em um minuto. Em seguida, cumpra sua promessa. Continue o que estava fazendo, mas, quando terminar, vá ver o que eles precisam. Se vocês estiverem com outras pessoas, ensine-os que é preciso dizer, “com licença” e “por favor”. Isso faz que as crianças tenham respeito pelos outros.
Encare lidar com a frustração como uma habilidade fundamental
Os pais franceses acreditam que saber lidar com a frustração é necessário para o desenvolvimento. Para eles, uma criança não pode ser feliz se precisar ter as coisas imediatamente e se é vítima constante dos próprios ímpetos. Ensinar às crianças como lidar com a frustração também as torna mais resistentes mais tarde. Considere isso um paradoxo francês: tentar fazer a criança ser feliz o tempo todo vai torná-la mais infeliz mais tarde.
Lide calmamente com as birras
Birras não mudam regras. É importante ter isso em mente. Isso não quer dizer que precisamos ser frios. Mas é importante mostrar solidariedade e deixar que as crianças expressem seu descontentamento. É possível até perguntar qual a solução na opinião deles para aquela situação, levando as limitações em consideração. Em algumas situações, dar mais autonomia quando o filho está chateado pode fazer com que ele mude de humor.
Seja paciente ao ensinar paciência
Seu filho não vai virar especialista em esperar em um dia, por isso é importante que você também não espere que essa habilidade se desenvolva de uma hora para outra. Afinal, crianças aprendem pelo exemplo.
http://www.paisefilhos.com.br/1-seminario-de-maes/6-maneiras-de-ensinar-os-filhos-a-serem-pacientes#sthash.f6pqO1Xk.dpu

DEUS NOS DEU UMA VERDADEIRA UMA VERDADEIRA MÃE por Pe. Ángek Fernàndez Artime



Maria é nossa Mãe porque, ao cuidar de nós, nos ensina do fundo da nossa alma a cuidar de nós mesmos e uns dos outros, a cuidar da vida, da criação, do crescimento dos nossos irmãos e irmãs, da vida daqueles que estão mais em perigo de perdê-la e de se perder.
O sonho que Dom Bosco teve em Barcelona na noite de 9 para 10 de abril de 1886 e que depois contou com a voz entrecortada de soluços é verdadeiramente memorável. É assim pela imensa quantidade de jovens que, correndo à sua volta, lhe diziam: “Esperamos-te, esperamos-te tanto, mas finalmente chegaste: estás no meio de nós!”. E, sobretudo, pela figura da Pastorinha que diz a Dom Bosco: “Recordas-te do sonho que tiveste aos 9 anos?”.                          
Maria, a Mãe de Jesus, é uma presença forte e significativa, a ponto de ser Ela muitas vezes a Boa Pastora que leva os seus filhos a Jesus. Nós, como membros da Família de Dom Bosco, não podemos nos imaginar sem Ela, porque “Ela fez tudo” e continua a fazer! Aqui me ocorre perguntar: Quem é Maria para vocês? Quem é para você? Quem é para mim? Caríssimos, convido vocês a contemplarem Maria com os olhos da inteligência e do coração e contemplá-la como Mulher, Mãe, Mestra e Auxílio.
 MULHER
Ela é antes de tudo Mulher. No quarto Evangelho, o próprio Jesus a chama assim por duas vezes, em duas ocasiões “centrais”: no primeiro sinal que Ele faz, nas bodas de Caná (cf. Jo 2,1-12), sinal graças ao qual “os seus discípulos creram n’Ele”, e no momento da cruz, quando Maria e o discípulo amado estavam ali (cf. Jo 19,25-27). “Mulher, que queres de mim?” e “Mulher, eis o teu filho!”. “Mulher”: um belo título dado à nova Eva, mãe do novo Adão. Nela a humanidade inteira desperta e renasce pela ação do Filho. Também São Paulo, para falar da humanidade do Filho único de Deus, o define como “nascido de mulher” (Gal 4,4). Não podemos pensar no mistério da encarnação sem A contemplar como mulher. E contemplá-la como mulher significa empreender cada vez mais o caminho de humanização que a vocação salesiana assinala a todos os membros da nossa Família. Vivemos e trabalhamos para uma humanidade verdadeira, fraterna, solidária e em paz. E Ela é a primeira a acompanhar-nos nessa tarefa.
 MÃE
Maria é também para nós Mãe, diria antes, Mamãe! Deus escolheu para o seu Filho uma verdadeira mãe. Certamente Jesus, enquanto crescia junto de Maria e de José, soube reconhecer dentro de si o amor caloroso e acolhedor que desde toda a eternidade tinha experimentado junto de seu Pai, o Pai de todos. Maria foi uma mãe como tantas das nossas mães. “Filho, por que nos fizeste isto? Olha que teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura!” (Lc 2,48).       Esta passagem de Lucas mostra-nos todo o coração de uma mãe. Quantas vezes as mães sentem angústia pelos seus filhos!                                                                                                   E o que viram os pastores que foram a Belém? Não encontraram, por acaso, uma mãe e um pai que cuidavam do seu filho pequenino? (cf. Lc 2,16). É por isso que é mãe: por cuidar de nós! Assim torna-se mais precioso presente de Jesus ao seu amigo: “Eis a tua mãe!” (Jo 19,27). Ela é nossa Mãe porque, ao cuidar de nós, nos ensina do fundo da nossa alma a cuidar de nós mesmos e uns dos outros, a cuidar da vida, da criação, do crescimento dos nossos irmãos e irmãs, da vida daqueles que estão mais em perigo de perdê-la e de se perder…Caríssimos, como Família Salesiana, como amigos de Dom Bosco, cuidemos da vida! Cuidemos uns dos outros! Não podemos esquecer o que fez o nosso amado Dom Bosco quando perdeu Mamãe Margarida: foi ao santuário da Consolata e de coração nas mãos renovou a sua filiação e confiança na Mãe que sempre continuou a estar ali, a seu lado, com ele e com os seus rapazes. Também nós, hoje, queremos dizer a Maria: sê a nossa mãe! E ensina-nos a cuidar da vida!
 MESTRA
Maria é também Mestra! A mestra que nos repete: “Fazei o que Ele vos disser!” (Jo 2,5); a mestra que foi a primeira a saber guardar todas estas coisas no seu coração (cf. Lc 2,51) e nos ensina a fazer o mesmo. Cristão é aquele que sabe guardar as coisas de Jesus no coração e recorre sempre àquele tesouro. Ela, a mulher mãe, foi indicada por Jesus a João Bosco como aquela que lhe ensinaria como cumprir a missão confiada, “a mestra sob cuja disciplina podes tornar-te sábio, e sem a qual toda a sabedoria se torna estultícia” (MO). E a “disciplina” é própria dos “discípulos”. Somos bons discípulos de Maria, como foram Dom Bosco, Madre Mazzarello e as primeiras e os primeiros da nossa Família Salesiana?
 AUXILIADORA
Finalmente, Maria é Auxílio. A primeira ação da mulher já mãe, depois da anunciação do Anjo, foi colocar-se ao serviço de Isabel (cr. Lc 1,39 ss.). Diz o Evangelho que “se pôs a caminho e se dirigiu apressadamente para a montanha”! Que bela expressão do serviço eclesial e especialmente do salesiano: apressadamente procuramos colocar-nos ao serviço para cuidar da vida que cresce e que tantas vezes se vê ameaçada; apressadamente para responder ao grito dos jovens, sobretudo dos que estão mais em perigo; apressadamente, mas sem pressa, isto é, dedicando o tempo suficiente e oportuno, como Ela que “ficou com [Isabel] cerca de três meses, [antes] de regressar a sua casa”. Maria é aquela que se dá conta de que faltava o vinho em Caná… que põe Jesus em ação e deste modo ajuda para que não faltasse a alegria na festa da vida. Portanto, caríssimos irmãos e irmãs, digo uma vez mais: não tenham medo de nada! Porque Maria é o nosso Auxílio; Ela, a nossa Mãe e Mestra que nos ensina a ser verdadeiros discípulos missionários de Jesus e a cuidar da nossa vida para torná-la mais humana, segundo a medida de Cristo, o Verbo eterno nascido de Mulher.                                                       

A desagradável tarefa de fazer-se odiar (Martha Medeiros)



Pais de família estão cada vez mais participativos, atuantes, necessários, afetivos, fundamentais na criação dos filhos, ao contrário do que acontecia nas gerações anteriores, quando o pai era uma figura cerimoniosa, o provedor que detinha a última palavra nas questões graves e terceirizava o resto. Hoje não. Hoje os pais deitam, rolam, se embolam, se envolvem nas pequenezas cotidianas, são quase mães. Quase. Porque tem uma coisa que a maioria deles ainda não consegue assumir: a desagradável tarefa de fazer-se odiar.                     Li essa frase num livro (em outro contexto) e achei que fechava perfeitamente com a maternidade. O que é ser mãe, senão tomar para si o papel de chata da família?                                                                                           As cobranças do dia a dia são especialidade nossa: o que comeu, o que vestiu, se tomou banho, a toalha no chão, os garranchos, o blusão amarfanhado, a luz que ficou acesa, liga pra tua vó, o estado deplorável do tênis, a hora em que foi dormir, segura direito esse talher, deixa de preguiça, cuidado ao atravessar, não durma de cabelo molhado, largue esse computador, menos palavrão, hora de acordar, a consulta no dentista, e esse amigo mal encarado, e esse decote provocante, convida os teus primos, não tranca a porta à chave, fecha a janela, abre a janela, não corre pela casa, me avisa assim que chegar, tu anda bebendo?                                                                                Não que o pai seja relapso, mas se ele ainda vive com a mãe das crianças, a patrulha cotidiana possivelmente ficará a cargo do sargento de saias. Nós, tão femininas, tão doces, tão sensíveis, tão amorosas, não pensamos duas vezes em abrir mão desses nossos suaves atributos caricaturais a fim de manter a casa de pé, a roda girando, a vida funcionando, todo mundo no eixo. Se tivermos que ser antipáticas, seremos. Se tivermos que ser repetitivas, que jeito. Controladoras? Pois é. Alguém tem que se encarregar do trabalho sujo.                   É uma generalização, eu sei, mas amparada no senso comum. Os pais mandam, ralham, brigam, mas raramente perdem a cabeça, quase nunca gritam e se estressam. Eles têm essa irritante capacidade de manter a boa reputação com os filhos. Se forem obrigados a escolher um lado durante o barraco, dirão que estão do lado da mãe, que estão de acordo com tudo o que ela disse, mas irão piscar para o filho quando ela não estiver olhando.                                               Ao fim e ao cabo, mães dão conta de todas as crianças da casa. Todas. É o nosso papel: reger a orquestra familiar ofertando nosso melhor, mesmo que ele seja confundido com nosso pior. É o risco que corremos, mas não há outra maneira de educar. O excesso de zelo pode ser estafante, mas é preciso segurar o tranco de ser odiada um pouquinho a cada dia a fim de garantir um amor pra sempre.