quinta-feira, 13 de março de 2014

A Epidemia "Faça-os felizes"! (A encantadora de bebês)



A Epidemia “Faça-os felizes” ( Parte 1) - Reflexões a partir da autora Tracy Hogg 

   “Carol e Terry são como diversos pais que eu conheci com o passar dos anos. Embora a filha tenha de tudo, eles esqueceram de lhe dar uma coisa muito importante: limites. Para piorar as coisas, sempre ofereciam algo como resposta às emoções dela. Eles se sentiam culpados quando Courtney ficava triste ou brava, e por isso ofereciam brinquedos para distraí-la. Além disso, cediam sempre que Courtney fazia um mínimo de manha, reforçando cada vez, a crescente capacidade dessa criança para manipulá-los.”
Carol e Terry são vítimas do que a autora Tracy Hogg (2006) intitulou de “Epidemia faça-os felizes”. Os pais de hoje, principalmente os que trabalham fora, são particularmente mais suscetíveis, porém este é um fenômeno que transcende idade, status econômico, localização geográfica e cultura. A grande maioria dos pais modernos enfrenta o problema de disciplinar os filhos, porque parece pensar que seu trabalho é fazê-los felizes. Entretanto, ninguém é feliz o tempo todo – a vida simplesmente não é assim. Nós, pais, precisamos ajudar a criança a identificar toda a gama de emoções humanas que ela sente, e a aprender a lidar com essas emoções. Do contrário, privamos a criança do direito de aprender a se acalmar e de participar do mundo real e social. A criança precisa ser capaz de ouvir e seguir as orientações, relacionar-se com outras pessoas e fazer transições de uma atividade para outra – todas essas capacidades são de ajuste emocional. 
“Precisamos nos preocupar menos em fazer as crianças felizes, e nos dedicar mais a prepará-las para serem ‘emocionalmente bem ajustadas’. A ideia não é protegê-las contra seus sentimentos, mas oferecer ferramentas para que elas possam lidar com as situações do cotidiano, o tédio, as decepções e os desafios enquanto a vida vai passando. Para isso precisamos estabelecer limites, ajudá-las a entender seus próprios sentimentos e mostrar como controlar o humor. Quando você assume essa responsabilidade, o seu filho sabe que deve levar a sério o que você diz.” (Hogg, 2006).
O ajuste emocional intensifica o elo entre a mãe e a criança, porque possibilita uma relação de confiança que inicia-se desde o dia em que o bebê ingressa no mundo. Essa base é fundamental para as crianças em crescimento – afinal, elas devem saber que podem contar com os pais quando estão com medo, com raiva ou excessivamente animadas, e que podem lhe contar o que sentem sem que seus pais tenham uma reação exagerada.
É fundamental compreender os ingredientes da educação emocional: porque é importante administrar as emoções descontroladas e saber o que fazer quando a criança perde o controle.
Nos próximos textos apresentaremos uma análise da autora Hogg (2006) acerca da importância de ser uma mãe ou pai objetivo – que sabe enxergar a criança da maneira que ela é, e que sabe ver seu comportamento com clareza; e, tão importante quanto isso, que consegue manter suas próprias emoções fora da situação, para agir em relação aos sentimentos do filho, em vez de negá-los. Isso é um desafio... porque exercer a paternidade e a maternidade exige um aprendizado constante! 

Referência Bibliográfica: Hogg, Tracy. A Encantadora de bebes resolver de Todos os SEUS Problemas: sono, Alimentação e Comportamento: do Nascimento ATÉ OS Primeiros Anos da infância. Barueri, SP: Manole, 2006.

                        

Atenciosamente, Liliana Azevedo Nogueira Wagner (Supervisora Pedagógica).

Nenhum comentário:

Postar um comentário