terça-feira, 14 de julho de 2015

Dicas de atividades para as férias de julho




Com a chegada das férias escolares, muitos pais buscam aproveitar melhor seu tempo ao lado dos filhos e reservar algumas horas para brincar e se divertir ao lado deles. O momento pode ser uma boa oportunidade também para desenvolver atividades diferentes, que promovam interação e estimulem a criatividade. “As crianças são potentes, protagonistas de suas histórias, são ativas e curiosas. Precisamos estimulá-las sempre que possível, para despertar o interesse por diferentes atividades e materiais”, afirma Márcia Murillo, pedagoga da Mercur.
Algumas sugestões de atividades:
·          Maquetes com caixinhas diversas
"Utilize caixas de chá, remédios e outras. Vire-as do avesso, feche-as com fita adesiva e explore a pintura das caixas com tinta guache. Os detalhes da pintura podem ser feitos com caneta permanente. Se a criança quiser, também pode customizar a caixinha com elementos da natureza usando a cola branca para fixá-los", ensinam.
·         Massinha de modelar caseira
"Com sal, farinha de trigo, água e pó para refresco é possível fazer em casa a massinha que as crianças tanto gostam de brincar. Essa pode ser uma forma divertida de colocar a criança em contato com os utensílios de cozinha, por exemplo".
·         Painéis
"Distribuir folhas grandes pela casa e deixar a criança usar a tinta guache ou o giz de cera para pintura. Essa pode ser uma ótima ideia para reutilizar os papéis de presente do Natal".
·         Varal da arte
"Montar um varal dentro de casa ou no quarto da criança para pendurar as criações, como as pinturas, é uma  forma simples de valorizar e apreciar o seu trabalho".
·         Fazer Piquenique
Quando chegam as férias, é difícil tirar os filhos da frente do computador e da televisão. No entanto, é importante que eles pratiquem atividades ao ar livre e interajam - ao vivo - com outras crianças. Uma maneira de conseguir com que eles façam isso é promovendo um piquenique em família.
·         Cozinhar
Dividir a bancada da cozinha com a criançada é muito mais do que divertido. Quanto antes eles tiverem contato com a culinária, menores as chances de, no futuro, virarem escravos de deliveries e da fast food. Além de ser um jeito delicioso de ensinar novas habilidades aos pequenos. Para a brincadeira na cozinha não acabar mal, alguns cuidados precisam ser tomados. Legumes e verduras devem ir para a área de trabalho picados; convém trocar objetos cortantes de metal (como espremedores, raladores e facas) por utensílios descartáveis; para evitar acidentes, o cabo da panela precisa ser mantido sempre em direção oposta ao corpo; e, na hora de levar o prato ao forno, é bom usar luvas térmicas. Além das receitas consagradas entre os mais novos, como cupcakes e cookies, é possível preparar yakissoba, suflê, quibe e bruschettas sem dificuldade. As opções mais saudáveis tiram de campo o hambúrguer com fritas e ensinam, na prática, o cuidado que deve ser tomado na cozinha. Mesmo que o seu filho não se torne um chef no futuro, a diversão com as caçarolas é garantida!
·         Quebra-cabeça
O jogo de quebra-cabeça desenvolve nas crianças as habilidades motoras, visuais, sociais e cognitivas. Ao escolher um quebra-cabeça para o seu filho, considere as seguintes indicações de especialistas no assunto: Idade: Certifique-se de que esteja adquirindo um tipo adequado de quebra-cabeça para a idade de seu filho. Por exemplo: quebra-cabeças com peças maiores são ideais para crianças menores, que ainda estão em processo de desenvolvimento da coordenação motora. Elas são fáceis de montar e este tipo de quebra-cabeça pode ser usado para ensinar diferentes formas como círculo, quadrado, triângulo, formas ovais, retângulos, corações etc. Quebra-cabeças de alfabeto e palavras são excelentes auxiliares para crianças que estejam passando pelo processo de alfabetização. Às crianças mais velhas são indicados quebra-cabeças com mais peças, variando entre 50 e 200 unidades, de acordo com a habilidade. Você também pode criar um quebra-cabeça com fotos de revistas e imagens de jornais. Peça para seu filho escolher uma imagem, faça recortes e peça para seu filho encaixá-las, montando a figura numa folha em branco ou colorida. É fácil e divertido.

Outra atividade estimulante e muito importante é ensinar a guardar os brinquedos. Deixe que elas mesmas guardem seus brinquedos em uma caixa de papelão vazia, por exemplo. Ao termino da arrumação, é aconselhável cantar uma música. Pode–se repetir a brincadeira, assim, a criança saberá que é importante guardar suas coisas após o uso.

Mais um trecho do livro “Crianças francesas dia a dia” - Espere um minuto - os pais procuram ensinar paciência aos filhos



1-
Dê muitas chances aos seus filhos de treinarem a espera - cientistas descobriram que crianças se tornam boas na capacidade de esperar quando aprendem a se distrair - inventando uma musiquinha ou fazendo caretas em frente ao espelho. Pais franceses nem precisam ensinar. Se apenas disserem "espere" e fizerem a criança treinar a esperar diariamente, ela vai descobrir como se distrair. Mas se eles largarem tudo na hora que a criança reclamar que está entediada ou se desligarem o telefone quando ela interromper, a criança não vai melhorar na capacidade de esperar. Só vai melhorar na capacidade de Choramingar.

2- Demore mais para responder - não dê um pulo para pegar guardanapo a hora que a criança pedir (melhor ainda, coloque em uma prateleira baixa para que ela consiga pegar) . Quando estiver ocupado, mostre educadamente para a criança o que você está fazendo e peça que ela compreenda. Ela tem que aprender que não é o centro do universo. Uma criança que não percebe isso e tem tudo que quer, não vai ter motivos para crescer.    
 
3- Trate a criança como se elas fossem capazes de se controlar. Valorize a inteligência de uma criança . Abaixe-se e diga com gentileza para a criança pequena que está pegando os livros na prateleira, que ela deve parar e mostre como colocar de volta. - Quando ela jogar uvas no chão mostre-lhe como deixar as uvas no prato. Faça isso com paciência e olhando cara a cara. As crianças precisam aprender os limites.
 
4- Não deixe que seu filho interrompa você. "Estou no meio de uma conversa. Espere e estarei com você em um momento". Em seguida cumpra sua promessa. Continue sua conversa, mas, quando tiver terminado, vire-se para a criança e ouça o que ela tem a dizer. Ensine-a a dizer ao menos "com licença " se for urgente. 

5- Alimentos. Franceses experimentam comidas, até as de que não gostam, uma forma de lidar com a frustração. Esperem para comer nos horários das refeições. Se comem chocolate de manhã não comem no lanche da tarde. 
6- Deixe que comam bolo. Fazer bolos é uma atividade regular do final de semana em muitas famílias.
 
7- Deixe claro para a criança que lidar com a frustração é uma habilidade crucial para a vida. Tentar fazer a criança ser feliz o tempo todo vai torná-la mais infeliz mais tarde. 
8- Lide calmamente com birras. Acima de tudo, não ceda. Birras não mudam as regras. Alguns pais perguntam ao filho que solução ele acha boa, levando as limitações em consideração. Se a criança consegue se acalmar o bastante para falar, costuma dar ideias sensatas, como comer o mesmo biscoito no 
Lanche da tarde. Mas não ceda. Seja firme sempre em sua atitude e seja constante.

9- Não se torne um juiz. Peça alguma sugestão , force-o ele a pensar em outra coisa 
10- Não crie um dependente de elogios.  Em vez de dizer “muito bem " pergunte "Está orgulhoso de si mesmo?" 

11- Finja concordar. Não contrarie seu parceiro na frente das crianças. Espere e converse em particular. Assim desenvolverá cumplicidade com seu cônjuge. Vocês dois parecerão mais autoritários aos olhos dos filhos, e eles ficarão tranquilos com a impressão de que há algo sólido no núcleo da família. 
12- Um grito de guerra da criação francesa é: Sou eu quem decide. "A pior educação é deixá-lo flutuando entre a vontade dele e a sua e disputar infinitamente com você qual dos dois vai mandar." Jean-Jacques Rousseau. 
13 - Diga "não " com convicção. As crianças florescem melhor dentro de limites, e é tranquilizador saber que um adulto está guiando o barco. Não precisa gritar. Apenas olhe diretamente para a criança, ajoelhe- se se precisar e explique a regra com confiança, calmamente.

14- Explique o motivo por trás da regra. Quando disser "não", sempre tente explicar por quê. Você não quer botar medo no seu filho para que ele obedeça. Na verdade, quer criar um mundo coerente e previsível para ele mostrar que respeita a autonomia e inteligência dele. Sempre seja direto: você não quer que sua explicação soe como uma negociação (porque não é). Às vezes ajude a relembrar as regras. Exemplo assim que entra no mercado lembrar que está lá para comprar artigos necessários para casa, não brinquedos nem doces. As crianças têm a opção de comprar essas coisas com sua mesada. 

Paciência é a lição dos pais franceses



Vivemos em um mundo acelerado, tudo é muito rápido, tudo é para ontem. Isso tem gerado uma ansiedade muito grande nas crianças. O exercício da paciência talvez seja o maior desafio para nós, adultos, e para elas. Conviver com pessoas mais velhas, que vêm de um outro ritmo de vida - como os avós, é um caminho possível. Sobre isso, a autora do livro: Crianças Francesas dia a dia, Pamela Druckerman, jornalista americana que viveu dez anos na França, sublinha que a chave dessa educação tão bem sucedida na França tem como pilar a paciência.
Chama atenção também no seu livro para a certa independência das crianças francesas. De acordo com Druckerman, elas brincam sozinhas e não interrompem os pais a todo momento em busca de atenção, ao passo que os pais também não fazem dos filhos o centro exclusivo de suas vidas. Para a pesquisadora da UFMG Laura Guimarães, isso pode ter ligações com o desenvolvimento do feminismo na França e as mudanças que ele provocou no comportamento materno. "As francesas estão há muito tempo tentando desconstruir esse mito da valorização do sacrifício materno, da mãe como aquela que deixa de fazer tudo para se dedicar ao filho e, com isso, a criança tem que ter uma vida mais independente. A mãe não fica mimando a criança o tempo todo".

A sabedoria dos pais franceses

Palavras mágicas - Há cinco palavras básicas que as crianças devem sempre usar: "oi", "tchau", "obrigado" “com licença” e "por favor". Não é só uma questão de educação, mas também uma forma de evitar o egoísmo e lembrar as crianças da existência das outras pessoas.
Os pais franceses buscam equilíbrio entre impor limites e dar liberdade. A metáfora de um quadro é usada pela autora para explicar a ideia: a moldura indica os limites estabelecidos pelos pais, mas dentro dela há liberdade para a criança.
Os pais franceses não têm medo de dizer não.  É preciso usar a palavra quando necessário para que os filhos aprendam desde cedo a lidar com frustrações. Ao mesmo tempo, é uma forma de mostrar às crianças sobre quem está no comando da situação.
Outra questão é a educação Gourmet por excelência, os franceses utilizam a tradição à mesa, marcada por refeições longas, com mais de um prato, para ensinar os pequenos a serem pacientes.
Mães de qualquer lugar podem ensinar aos seus filhos paciência. Mas os franceses acham que paciência é uma habilidade que você deve ensinar para as crianças, assim como você ensina o alfabeto ou a andar de bicicleta. Os franceses acreditam que as crianças são mais felizes quando não estão à mercê de suas próprias vontades. Os cientistas descobriram que os franceses estão certos: paciência é como um músculo, fica mais forte quando é praticada.    

Eles ensinam as crianças a terem paciência em detalhes do dia-a-dia. Por exemplo, se a criança tenta interromper, eles vão dizer para que ela espere. Mas isso vale para o outro lado também: se a criança está feliz, brincando, seus pais também não vão interromper.                                                                                                           
Pais franceses acham que é crucial ouvir com atenção seus filhos e dizer “sim” a eles sempre que possível. Mas eles também acreditam que é importante ser rigoroso em relação a algumas coisas que são chaves para as demais. Por exemplo, na hora de dormir, algumas vezes os pais vão dizer para as crianças que elas devem ficar em seus próprios quartos. Isso não é negociável. Mas, uma vez que elas estejam em seus quartos, elas podem fazer o que gostam. Então, existe a parte da liberdade também, o que faz com que a criança se sinta autônoma e respeitada.                                    É verdade que as escolas francesas são muito rigorosas na questão disciplinar e de horários, por exemplo. Mas os franceses também acreditam que, se uma criança acha que tudo é negociável, isso vai tornar a própria criança e toda a família infeliz. Eles acham que aprender a lidar com frustrações é uma importante habilidade para toda a vida, afinal a vida também pode ser frustrante. O resultado disso tudo, de acordo com as experiências da autora, são menos birras e manhas e mais tempo livre e calmo para brincar. Quando se pergunta para pais franceses o que eles mais querem para suas crianças, é sempre alguma coisa como “se sentir confortável na própria pele”, o que me parece ser um objetivo que vale muito a pena. Outro ponto importante ressaltado pelos psicólogos franceses é o casal como fundamento da família,  quanto mais forte for a relação entre pai e mãe, mais a criança será segura, educada e independente. 

6 maneiras de ensinar os filhos a serem pacientes



Como fazer com que as crianças entendam que nem todos os seus pedidos podem ser atendidos imediatamente (Revista Pais & Filhos)

A paciência é uma habilidade que nós desenvolvemos ao longo da vida. Geralmente a gente tem a ideia de que infância e capacidade de esperar não combinam muito. Quem é mãe que o diga. Frases como: “eu quero agora”, “que demora” nós já chegamos? ”costumam fazer parte do vocabulário infantil. Mas esses costumes podem dificultar a relação familiar e ainda prejudicar o desenvolvimento emocional das crianças.
No livro Crianças Francesas Dia a Dia, a jornalista Pamela Druckerman, dá dicas de como ensinar as crianças a terem paciência. De acordo com ela, o segredo não é querer que as crianças fiquem paralisadas e em silêncio, mas que consigam entender que nem todos os seus pedidos podem ser atendidos imediatamente.
Demore mais para responder
Quando você estiver cozinhando ou estiver se dedicando a uma tarefa que não pode parar e seus filhos lhe pedirem para ver o desenho que fizeram, diga com delicadeza que vai olhar em alguns minutos, mostre gentilmente o que você está fazendo e peça que eles compreendam. Isso não apenas torna a vida mais calma. É também o que os franceses chamam de passagem obrigatória para as crianças, quando aprendem que não são o centro do mundo. Ir mais devagar pode fazer com que os filhos lidem melhor com o tédio. A paciência é um músculo, quanto mais se exercita, mais forte fica.
Trate as crianças como se fossem capazes de se controlar
Valorize a inteligência dos seus filhos. Se eles estiverem pegando todos os brinquedos da prateleira e largando pelo quarto, mostre a eles com gentileza como guardá-los novamente. Faça isso com paciência olhando em seus olhos. Afinal, eles precisam de limites, mas também precisam de amor.
Não deixe que seus filhos te interrompam
Quando esse tipo de situação acontecer, explique o que está fazendo e diga que irá falar com eles em um minuto. Em seguida, cumpra sua promessa. Continue o que estava fazendo, mas, quando terminar, vá ver o que eles precisam. Se vocês estiverem com outras pessoas, ensine-os que é preciso dizer, “com licença” e “por favor”. Isso faz que as crianças tenham respeito pelos outros.
Encare lidar com a frustração como uma habilidade fundamental
Os pais franceses acreditam que saber lidar com a frustração é necessário para o desenvolvimento. Para eles, uma criança não pode ser feliz se precisar ter as coisas imediatamente e se é vítima constante dos próprios ímpetos. Ensinar às crianças como lidar com a frustração também as torna mais resistentes mais tarde. Considere isso um paradoxo francês: tentar fazer a criança ser feliz o tempo todo vai torná-la mais infeliz mais tarde.
Lide calmamente com as birras
Birras não mudam regras. É importante ter isso em mente. Isso não quer dizer que precisamos ser frios. Mas é importante mostrar solidariedade e deixar que as crianças expressem seu descontentamento. É possível até perguntar qual a solução na opinião deles para aquela situação, levando as limitações em consideração. Em algumas situações, dar mais autonomia quando o filho está chateado pode fazer com que ele mude de humor.
Seja paciente ao ensinar paciência
Seu filho não vai virar especialista em esperar em um dia, por isso é importante que você também não espere que essa habilidade se desenvolva de uma hora para outra. Afinal, crianças aprendem pelo exemplo.
http://www.paisefilhos.com.br/1-seminario-de-maes/6-maneiras-de-ensinar-os-filhos-a-serem-pacientes#sthash.f6pqO1Xk.dpu

DEUS NOS DEU UMA VERDADEIRA UMA VERDADEIRA MÃE por Pe. Ángek Fernàndez Artime



Maria é nossa Mãe porque, ao cuidar de nós, nos ensina do fundo da nossa alma a cuidar de nós mesmos e uns dos outros, a cuidar da vida, da criação, do crescimento dos nossos irmãos e irmãs, da vida daqueles que estão mais em perigo de perdê-la e de se perder.
O sonho que Dom Bosco teve em Barcelona na noite de 9 para 10 de abril de 1886 e que depois contou com a voz entrecortada de soluços é verdadeiramente memorável. É assim pela imensa quantidade de jovens que, correndo à sua volta, lhe diziam: “Esperamos-te, esperamos-te tanto, mas finalmente chegaste: estás no meio de nós!”. E, sobretudo, pela figura da Pastorinha que diz a Dom Bosco: “Recordas-te do sonho que tiveste aos 9 anos?”.                          
Maria, a Mãe de Jesus, é uma presença forte e significativa, a ponto de ser Ela muitas vezes a Boa Pastora que leva os seus filhos a Jesus. Nós, como membros da Família de Dom Bosco, não podemos nos imaginar sem Ela, porque “Ela fez tudo” e continua a fazer! Aqui me ocorre perguntar: Quem é Maria para vocês? Quem é para você? Quem é para mim? Caríssimos, convido vocês a contemplarem Maria com os olhos da inteligência e do coração e contemplá-la como Mulher, Mãe, Mestra e Auxílio.
 MULHER
Ela é antes de tudo Mulher. No quarto Evangelho, o próprio Jesus a chama assim por duas vezes, em duas ocasiões “centrais”: no primeiro sinal que Ele faz, nas bodas de Caná (cf. Jo 2,1-12), sinal graças ao qual “os seus discípulos creram n’Ele”, e no momento da cruz, quando Maria e o discípulo amado estavam ali (cf. Jo 19,25-27). “Mulher, que queres de mim?” e “Mulher, eis o teu filho!”. “Mulher”: um belo título dado à nova Eva, mãe do novo Adão. Nela a humanidade inteira desperta e renasce pela ação do Filho. Também São Paulo, para falar da humanidade do Filho único de Deus, o define como “nascido de mulher” (Gal 4,4). Não podemos pensar no mistério da encarnação sem A contemplar como mulher. E contemplá-la como mulher significa empreender cada vez mais o caminho de humanização que a vocação salesiana assinala a todos os membros da nossa Família. Vivemos e trabalhamos para uma humanidade verdadeira, fraterna, solidária e em paz. E Ela é a primeira a acompanhar-nos nessa tarefa.
 MÃE
Maria é também para nós Mãe, diria antes, Mamãe! Deus escolheu para o seu Filho uma verdadeira mãe. Certamente Jesus, enquanto crescia junto de Maria e de José, soube reconhecer dentro de si o amor caloroso e acolhedor que desde toda a eternidade tinha experimentado junto de seu Pai, o Pai de todos. Maria foi uma mãe como tantas das nossas mães. “Filho, por que nos fizeste isto? Olha que teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura!” (Lc 2,48).       Esta passagem de Lucas mostra-nos todo o coração de uma mãe. Quantas vezes as mães sentem angústia pelos seus filhos!                                                                                                   E o que viram os pastores que foram a Belém? Não encontraram, por acaso, uma mãe e um pai que cuidavam do seu filho pequenino? (cf. Lc 2,16). É por isso que é mãe: por cuidar de nós! Assim torna-se mais precioso presente de Jesus ao seu amigo: “Eis a tua mãe!” (Jo 19,27). Ela é nossa Mãe porque, ao cuidar de nós, nos ensina do fundo da nossa alma a cuidar de nós mesmos e uns dos outros, a cuidar da vida, da criação, do crescimento dos nossos irmãos e irmãs, da vida daqueles que estão mais em perigo de perdê-la e de se perder…Caríssimos, como Família Salesiana, como amigos de Dom Bosco, cuidemos da vida! Cuidemos uns dos outros! Não podemos esquecer o que fez o nosso amado Dom Bosco quando perdeu Mamãe Margarida: foi ao santuário da Consolata e de coração nas mãos renovou a sua filiação e confiança na Mãe que sempre continuou a estar ali, a seu lado, com ele e com os seus rapazes. Também nós, hoje, queremos dizer a Maria: sê a nossa mãe! E ensina-nos a cuidar da vida!
 MESTRA
Maria é também Mestra! A mestra que nos repete: “Fazei o que Ele vos disser!” (Jo 2,5); a mestra que foi a primeira a saber guardar todas estas coisas no seu coração (cf. Lc 2,51) e nos ensina a fazer o mesmo. Cristão é aquele que sabe guardar as coisas de Jesus no coração e recorre sempre àquele tesouro. Ela, a mulher mãe, foi indicada por Jesus a João Bosco como aquela que lhe ensinaria como cumprir a missão confiada, “a mestra sob cuja disciplina podes tornar-te sábio, e sem a qual toda a sabedoria se torna estultícia” (MO). E a “disciplina” é própria dos “discípulos”. Somos bons discípulos de Maria, como foram Dom Bosco, Madre Mazzarello e as primeiras e os primeiros da nossa Família Salesiana?
 AUXILIADORA
Finalmente, Maria é Auxílio. A primeira ação da mulher já mãe, depois da anunciação do Anjo, foi colocar-se ao serviço de Isabel (cr. Lc 1,39 ss.). Diz o Evangelho que “se pôs a caminho e se dirigiu apressadamente para a montanha”! Que bela expressão do serviço eclesial e especialmente do salesiano: apressadamente procuramos colocar-nos ao serviço para cuidar da vida que cresce e que tantas vezes se vê ameaçada; apressadamente para responder ao grito dos jovens, sobretudo dos que estão mais em perigo; apressadamente, mas sem pressa, isto é, dedicando o tempo suficiente e oportuno, como Ela que “ficou com [Isabel] cerca de três meses, [antes] de regressar a sua casa”. Maria é aquela que se dá conta de que faltava o vinho em Caná… que põe Jesus em ação e deste modo ajuda para que não faltasse a alegria na festa da vida. Portanto, caríssimos irmãos e irmãs, digo uma vez mais: não tenham medo de nada! Porque Maria é o nosso Auxílio; Ela, a nossa Mãe e Mestra que nos ensina a ser verdadeiros discípulos missionários de Jesus e a cuidar da nossa vida para torná-la mais humana, segundo a medida de Cristo, o Verbo eterno nascido de Mulher.                                                       

A desagradável tarefa de fazer-se odiar (Martha Medeiros)



Pais de família estão cada vez mais participativos, atuantes, necessários, afetivos, fundamentais na criação dos filhos, ao contrário do que acontecia nas gerações anteriores, quando o pai era uma figura cerimoniosa, o provedor que detinha a última palavra nas questões graves e terceirizava o resto. Hoje não. Hoje os pais deitam, rolam, se embolam, se envolvem nas pequenezas cotidianas, são quase mães. Quase. Porque tem uma coisa que a maioria deles ainda não consegue assumir: a desagradável tarefa de fazer-se odiar.                     Li essa frase num livro (em outro contexto) e achei que fechava perfeitamente com a maternidade. O que é ser mãe, senão tomar para si o papel de chata da família?                                                                                           As cobranças do dia a dia são especialidade nossa: o que comeu, o que vestiu, se tomou banho, a toalha no chão, os garranchos, o blusão amarfanhado, a luz que ficou acesa, liga pra tua vó, o estado deplorável do tênis, a hora em que foi dormir, segura direito esse talher, deixa de preguiça, cuidado ao atravessar, não durma de cabelo molhado, largue esse computador, menos palavrão, hora de acordar, a consulta no dentista, e esse amigo mal encarado, e esse decote provocante, convida os teus primos, não tranca a porta à chave, fecha a janela, abre a janela, não corre pela casa, me avisa assim que chegar, tu anda bebendo?                                                                                Não que o pai seja relapso, mas se ele ainda vive com a mãe das crianças, a patrulha cotidiana possivelmente ficará a cargo do sargento de saias. Nós, tão femininas, tão doces, tão sensíveis, tão amorosas, não pensamos duas vezes em abrir mão desses nossos suaves atributos caricaturais a fim de manter a casa de pé, a roda girando, a vida funcionando, todo mundo no eixo. Se tivermos que ser antipáticas, seremos. Se tivermos que ser repetitivas, que jeito. Controladoras? Pois é. Alguém tem que se encarregar do trabalho sujo.                   É uma generalização, eu sei, mas amparada no senso comum. Os pais mandam, ralham, brigam, mas raramente perdem a cabeça, quase nunca gritam e se estressam. Eles têm essa irritante capacidade de manter a boa reputação com os filhos. Se forem obrigados a escolher um lado durante o barraco, dirão que estão do lado da mãe, que estão de acordo com tudo o que ela disse, mas irão piscar para o filho quando ela não estiver olhando.                                               Ao fim e ao cabo, mães dão conta de todas as crianças da casa. Todas. É o nosso papel: reger a orquestra familiar ofertando nosso melhor, mesmo que ele seja confundido com nosso pior. É o risco que corremos, mas não há outra maneira de educar. O excesso de zelo pode ser estafante, mas é preciso segurar o tranco de ser odiada um pouquinho a cada dia a fim de garantir um amor pra sempre.

Preconceito Infantil: quando começa?

                          

(...) Na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, Juliana*, hoje com dez anos, desde pequena implica quando sua babá, obesa, senta em sua cama. "Tira essa bunda gorda daí." Ela também não perdoa o fato de a moça, que trabalha na casa desde que a menina nasceu, dizer algumas palavras erradas. "Não é 'questã', é 'questão'." A babá tenta contemporizar: "É que eu me esqueço". Juliana não se comove: "Não, é que você é burra".                                                 
É mais comum do que se pensa. Crianças, mesmo as mais novas, demonstram preconceito e dificuldade para aceitar as diferenças. Além do racismo, é vítima comum da sinceridade cruel da meninada qualquer um que apresente uma característica "estranha" ao seu mundo, como crianças mais altas, gordinhos ("baleia" e "saco de areia"), os que usam óculos ("quatro-olhos") e os baixinhos ("tampinhas").  Sem contar os tímidos.                                                                                                                                                                                 
Nos Estados Unidos, o preconceito na infância mobiliza pesquisadores e é tema de inúmeras pesquisas. No Brasil, é raro um estudo voltado à intolerância entre os pequenos, apesar de casos como o de Juliana serem frequentes, segundo pais, psicólogos, pediatras e professores entrevistados pela Revista. Calcula-se que até os seis anos de idade quase metade das crianças já teve atitudes preconceituosas, de acordo com a Anti-Defamation League (liga antidifamação), organização sem fins lucrativos dos EUA.                                               
A questão que mobiliza pais e professores é: como aqueles a quem costumamos encarar como anjinhos sem maldade podem de repente usar termos tão monstruosos? Por que o preconceito aparece mesmo quando pais e mães não são preconceituosos? É o caso da dona-de-casa Marina*, 26. Seu filho, Gustavo*, não tinha nem três anos quando saiu com esta: "Mãe, por que o Henrique é preto? Eu posso brincar com ele?" Ele estava diante de seu primo, que tem a mesma idade e é negro. Marina, seu marido e o filho são morenos. Além de ter parentes negros, Gustavo mora em Arthur Alvim, bairro da periferia da zona leste de São Paulo, e convive com toda a riqueza da miscigenação brasileira. "Eu e meu marido não temos preconceito, e o Gustavo sempre se relacionou com negros. Não sei por que teve essa dúvida. Na hora, respondi: 'Claro que você pode brincar com ele. As pessoas, independentemente da cor, são boas'", diz Marina.

De onde veio isso? 
                                                                                                                                                                                                                        Estudos apontam que as crianças adquirem consciência das diferenças raciais, em média, dos três aos cinco anos, e, com o tempo, passam a atribuir julgamentos aos diferentes grupos, com base na observação do meio em que vivem. Portanto, é provável que qualquer pai passe por situações semelhantes à enfrentada pela mãe de Gustavo. E, não raro, será um momento de saia justa, uma vez que, quanto mais nova a criança, maior a dificuldade de contê-la. "Ela ainda não tem maturidade para saber o que é adequado ou não. Isso irá se firmar com o passar dos anos e, por volta da adolescência, ela será mais capaz de controlar o que deve ou não dizer e fazer. A espontaneidade infantil existe para o bem e para o mal", diz o psiquiatra Fernando Ramos, do Rio de Janeiro, membro do Departamento de Infância e Adolescência da Sociedade Brasileira de Psiquiatria. Ele e outros estudiosos defendem a ideia de que o preconceito é sempre aprendido, dentro ou fora da família. Pode ser na escola, na vizinhança, na televisão. Por isso, ainda que os pais não sejam - ou não se vejam como - preconceituosos, seus filhos podem surpreendê-los com ofensas e xingamentos a alguém que apresente alguma diferença. "É normal que, de forma crescente, a criança seja influenciada por outras relações sociais que não a família. Pode ser que tenha pais abertos, mas absorva o preconceito de colegas na escola, filhos de pais preconceituosos. A gente vive em um mundo onde o preconceito ainda domina", aponta Ramos.                                                                                                                                                                                  
O preconceito pode ser transmitido de forma sutil, como lembra o pediatra de Porto Alegre Ricardo Halpern, presidente do Departamento Científico de Saúde Mental da Sociedade Brasileira de Pediatria. "Mãe e filha estão de mãos dadas, por exemplo, e, ao cruzarem um homem negro, a mão da criança é apertada com um pouco mais de força. Outra situação: pai ou mãe se encontram com uma pessoa branca e outra negra. Beijam a primeira e não a segunda. É o suficiente para que a antena parabólica da criança capte os sinais." Fora isso, não passa despercebido pelas crianças o fato de as bonecas mais badaladas e as princesas dos contos de fada serem loiras e de olhos azuis e de todas as modelos famosas serem magérrimas. Todavia não é unânime a ideia de que o preconceito na infância esteja necessária e exclusivamente ligado a um exemplo negativo dentro ou fora de casa. Uma linha da psicanálise (kleiniana) relaciona atitudes preconceituosas nos pequenos com estruturas emocionais inatas, como o medo, a agressividade e a incapacidade de elaborar um conceito. O preconceito é visto como parte do crescimento e só irá permanecer se encontrar eco no universo da criança. Numa elaboração mais filosófica, o preconceito na sociedade poderia ser considerado algo infantil, como se fosse uma criança não trabalhada.                                                                                                                                                                                       
"A criança pequena está inundada por novos estímulos e sensações que desconhece. Vive momentos de angústia e pode colocar isso para fora com um xingamento ou um palavrão, que escutou de um adulto. Seu mundo interno é formado por idas e vindas, e a personalidade vai se formando", explica a psicanalista infantil Anne Lise Silveira Scappaticci, pesquisadora da Unifesp. Segundo ela, uma atitude preconceituosa na infância também pode estar ligada à descoberta dos limites. "Quando uma criança de três, quatro anos diz que a babá é preta e feia, ela também quer ver a reação dos pais e da própria babá. É um teste de limites, uma busca para saber o que é certo e errado." 
Como tudo relacionado à educação dos filhos, não há uma receita pronta para pais que enfrentam uma situação de preconceito com suas crianças, sendo elas vítimas ou agressoras. Muitas vezes, um incidente presenciado pelos pais ou professores é só a ponta do iceberg. Diante da complexidade do assunto, é preciso tentar entender ao máximo o que se passa na cabecinha dos filhos. "Partir direto para uma censura forte pode não ser a solução, porque a criança se intimida, e os pais não conseguirão saber o que ela está pensando. É importante chamar para uma conversa e investigar que questões a levaram a ofender a outra pessoa. Deve-se olhar o fato de forma ampla", sugere o psiquiatra infantil Fernando Ramos.                                                                                 
O preconceito entre crianças tem um forte potencial destrutivo para as vítimas, e pais e professores devem agir, segundo o pediatra Halpern. "As crianças podem se sentir segregadas, ter seus potenciais reduzidos e sérios problemas de auto-estima. A omissão de pais e professores pode reforçar o preconceito no grupo", acredita Halpern. E nem sempre as vítimas chegarão a casa chorando e contando aos pais de que forma foram ofendidas. "Diante de uma intimidação, elas podem se calar. Por isso, os pais devem estar atentos a alterações emocionais e de comportamento", diz o psiquiatra Fernando Ramos. Com os ofensores, é bom ser compreensivo, o que não significa permissivo, conforme ressalta a psicanalista Anne Lise Scappaticci. "Compreender não quer dizer deixar para lá, mas acolher aquela angústia e ensinar a criança a pensar sobre aquilo." E, que fique claro: mandar pedir desculpas nunca é demais.

Convido todos a conversarem com os seus filhos sobre seus amigos de classe tentando visualizar as imagens que já tem construídas acerca deles. Depois reflita com seu (sua) filho (a) as qualidades dos mesmos, valorizando o SER de cada um e não a imagem e a aparência.


Fonte: http://www.udemo.org.br/destaque_67.htm - Matéria retirada do jornal Folha de São Paulo, de 25/11/07

Parte 2: Demonstrar a criança que seus sentimentos são “normais”, mas que há maneiras melhores para expressá-los!



Alguns procedimentos podem nos ajudar, enquanto pais, a ajudar nossos filhos a expressar com mais serenidade seus sentimentos, vejamos:

Conversar em vez de confrontar – É preciso que você mantenha a calma ao identificar e dar nome aos sentimentos de seu filho. Se houver confronto, ele poderá se fechar numa concha: não falará nem ouvirá, mesmo que você grite.

Imaginar – É preciso que você se coloque no lugar dele: precisa imaginar como se sentiria se fosse ele e estivesse naquela situação com a idade, o temperamento, as vulnerabilidades e as necessidades dele.
 Pensar em como meu filho estava se sentindo me ajudou muitas vezes a não ficar zangado. Passei a vê-lo como um menino cansado, nervoso, confuso ou irado e não apenas como um menino que fazia coisas horríveis que me irritavam muito. Isso também me ajudou a explicar-lhe os fatos com mais clareza. Antes eu apenas ordenava: “Não, não faça isso!” Agora digo, mais ou menos: “Sei que você está zangado, mas não tem direito de bater na sua irmã. Assim como ela não tem direito de bater em você.”- Dave G.

Optar pela honestidade – Claro, há momentos em que os pais se zangam com razão, e esses são os momentos adequados para conversar sobre emoções com calma e objetividade. Aí você deve explicar a seu filho: “Sei que você está furioso, e eu também! Estou zangado demais para conversarmos agora” ou “Sei que você está furioso, mas se falarmos nisso agora eu também vou perder a paciência, e não quero isso. Vamos conversar mais tarde”.

Arranjar tempo
Hoje todo mundo tem pressa. A pressa é inimiga do amor. O amor volta quando a gente passa bastante tempo junto. Se você quiser que tudo corra bem com seus filhos precisa arranjar tempo para dedicar a eles, agora que são pequenos, estão perto e precisam muito do seu apoio. Se você conversar com pais que passaram por situações traumáticas com os filhos, eles lhe dirão: “Aproveite a companhia deles agora.” – Steve Biddulph, psicólogo e escritor

O que estamos dizendo corre o risco de ter o valor de uma varinha de condão... Quando aconselhamos aos pais que dediquem mais tempo aos filhos a resposta mais bem educada que ouvimos é “Seria ótimo ter essa chance”. Tempo é o que os pais menos têm, na maioria das vezes por circunstâncias que estão fora do controle. No entanto, isso não diminui a importância do fato.
Se você puder agarrar algum tempo, segure-o com firmeza. É bastante evidente a importância se de passar todo tempo possível com os filhos, aproveitando a companhia deles e aprendendo a conhecer suas emoções. Tempo e tempo certo são parâmetros diferentes, é claro. Seu filho pode estar desesperado porque o brinquedo dele quebrou e vocês estão entrando no ônibus depois de fazer a compra semanal. Claro que esse não é o “tempo certo” para uma conversa calma e de apoio. Mas você tem de ter tempo para ela o mais rápido que puder: “Sei que você está aflito e entendo por quê. Assim que chegarmos em casa, vamos ver o que posso fazer.”
Se der às crianças tempo para que encontrem seu ritmo, para que lidem com seus sentimentos e pensamentos, a vida se tornará mais fácil para elas e para vocês. Estamos tão acostumados a passar de um trabalho a outro que nos esquecemos da importância de diminuir o ritmo. Passar alguns minutos brincando com seu filho, usando algum jogo ou improvisando a vela de um veleiro no sofá, pode criar paz, o que não acontecerá se você ignorar os gritos dele, que não tem nada para fazer. Os momentos descontraídos que você e seus filhos passam juntos proporcionam conversas também descontraídas e os ajudam a expressar os anseios num ritmo confortável para eles.
Claro que o método não vai dar certo sempre. Correr contra o tempo muitas vezes é impossível. Mas tentar resolver às pressas os impasses emocionais de crianças com qualquer idade fará com que elas parem de falar sobre seus sentimentos e de expressá-los pelo comportamento. Saber o quanto é importante conhecer esse aspecto de seu filho fará com que você dê mais tempo a essa prioridade de importância máxima.
Quase tudo que se relaciona com crianças requer esforço, tempo e dedicação. Você pode também adiar a conversa para depois, a fim de evitar conflitos e ressentimentos. Minha experiência me mostrou que muitas vezes é melhor dar um tempo para pensar e escolher a direção certa em vez de enveredar pelo caminho errado e ter que voltar para começar tudo de novo – Claire H.
Texto adaptado por Liliana Nogueira

Fonte: PARKER, J. Criando filhos felizes: o que toda criança precisa que seus pais saibam. Trad. Terezinha Monteiro Deutsch – Rio de janeiro: BestSeller, 2008.

Parte 1: Demonstrar à criança que seus sentimentos são “normais”, mas que há maneiras melhores para expressá-los!



É importante que as crianças saibam que seus sentimentos são válidos, mas que não devem expressá-los com rédeas soltas e do modo que bem entenderem. Os filhos precisam da orientação paterna para se comportar da maneira considerada aceitável. Por exemplo, você deve explicar a seu filho que estará tudo bem se ficar zangado, com raiva, mas que é errado agredir outras pessoas por causa disso; que compreende porque ele está desapontado, mas que gritar não irá ajudar a nenhum dos dois. É importante mostrar-lhe de que outro modo pode expressar o que sente.
Sugerir modos diferentes de expressar as emoções pode ajudar caso seu filho esteja “travado” por ideias. Algumas crianças gostam de pintar figuras ou de desenhar, outras preferem atividades físicas – correr, saltar, pular em cima da cama, chutar bola – até ficarem bastante calmas para falar.
Quando não gostar do modo como seu filho se comporta, o certo é lhe dizer isso e fazê-lo pensar a respeito: “Você está bravo, cansado de esperar pela sua vez e sabe que não é certo empurrar Katie do balanço. Não há um modo de fazê-la saber que você está zangado sem machucá-la?”.
Quando e como expressar o que sentimos é uma questão de conservar o equilíbrio que todo  ser humano perde de vez em quando, portanto não espere que seu filho seja perfeito. A mensagem importante para as crianças é que os sentimentos são normais e que elas têm a escolha de como demonstrá-los. Além disso, devemos fazer com que saibam que de vez em quando irão cometer erros que afetarão outras pessoas, mas que também são capazes de corrigi-los. A descoberta de que podem equilibrar a si mesmo fará as crianças aprenderem a assumir a responsabilidade de seus erros e fazer algo a respeito, em vez de procurar a constante aprovação de todos, negar ou culpar alguém por seus erros ou adotar uma defesa agressiva.

Com o tempo, as crianças assimilam o conceito de comportamento apropriado, isto é: tudo bem ter sentimentos, mas tudo só continuará bem se elas se comportarem da maneira certa em relação a isso. Por exemplo, desde pequenina a criança deve aprender que a alegria de sapatear nas poças de água do parque é um comportamento que não deve ser repetido em determinadas circunstâncias, como quando ela vai para a escola.
- Pat Elliot, psicoterapeuta
Texto adaptado por Liliana Nogueira

Fonte: PARKER, J. Criando filhos felizes: o que toda criança precisa que seus pais saibam. Trad. Terezinha Monteiro Deutsch – Rio de janeiro: BestSeller, 2008.