terça-feira, 14 de julho de 2015

Quando se preocupar com o comportamento dos filhos?


Muitos pais se preocupam quando o comportamento “difícil” de seus filhos é “horrivelmente normal” ou quando surge a evidência de um problema comportamental mais sério. É importante lembrar que a maioria das crianças, às vezes, se comporta de modo preocupante. Há três indícios de um problema mais sério. São eles:

  • Quando o comportamento difícil se prolonga.
  • Quando o comportamento difícil é extremo, causando impacto muito negativo na própria criança ou nas demais, em sua educação e/ou relacionamentos.
  • Quando o comportamento fica fora de controle, não há sinais de melhora e o comportamento “difícil” ocorre em momentos inadequados.


“Nenhum comportamento é anormal por si só; é importante que os pais saibam disso”, explica Hilton Davies, professor de Psicologia e Saúde Infantil do King’s College, Londres, e diretor do Centro de Apoio para Pais e Filhos.
“Quase tudo que poderia ser descrito como comportamento anormal de uma criança na verdade ocorre, devido ao seu desenvolvimento normal. O comportamento só começa a ser anormal quando é frequente, crônico e intenso. Assim, os pais devem observar e anotar quantas vezes ocorre, se está se desenvolvendo e se está prejudicando a criança ou aos demais.
“Todo adulto se engana pelo menos uma vez na vida ao pensar: ‘Deus, todo mundo está rindo de mim!’ Isso não quer dizer que todos sejam psicóticos: a frequência e intensidade da experiência estão dentro da faixa ‘normal’. Do mesmo modo, caso aconteça alguma coisa no comportamento de seu filho que lhe cause preocupação, não entre em pânico: espere para ver se e como a situação se desenvolve. Pode ser que desapareça logo. Tenha a paciência em observar e corrigir com perseverança.
“Como parte do processo, você precisa procurar alguém, expor o que está acontecendo e perguntar o que a pessoa acha da situação. Pode ser um amigo, o seu terapeuta ou o pedagogo da escola do seu filho, enfim alguém a quem você posso confidenciar suas preocupações e que possa lhe dar um conselho útil.
“Infelizmente existe estigma que persegue que pode ajudar. Estamos tentando mudar isso, demonstrar e tornar claro que, na verdade, é muito difícil criar e educar os filhos. Todos precisam de apoio, devem procurá-lo se for necessário, e esse apoio precisa ser de fácil alcance e estar disponível aos pais de um modo que não seja humilhante.”

Quando eu fiz uma porção de descobertas, em conversas francas com outros pais, compreendi que o comportamento do meu filho não era incomum nem particularmente extremo. Isso me ajudou a resolver o impasse, agindo construtivamente porque não entrei em pânico.

Dawn R.

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