Muitos pais se preocupam quando o
comportamento “difícil” de seus filhos é “horrivelmente normal” ou quando surge
a evidência de um problema comportamental mais sério. É importante lembrar que
a maioria das crianças, às vezes, se comporta de modo preocupante. Há três
indícios de um problema mais sério. São eles:
- Quando o
comportamento difícil se prolonga.
- Quando o
comportamento difícil é extremo, causando impacto muito negativo na
própria criança ou nas demais, em sua educação e/ou relacionamentos.
- Quando o comportamento fica fora de controle, não há sinais de melhora e o comportamento “difícil” ocorre em momentos inadequados.
“Nenhum comportamento é anormal por si só; é
importante que os pais saibam disso”, explica Hilton Davies, professor de
Psicologia e Saúde Infantil do King’s College, Londres, e diretor do Centro de
Apoio para Pais e Filhos.
“Quase tudo que poderia ser descrito como
comportamento anormal de uma criança na verdade ocorre, devido ao seu
desenvolvimento normal. O comportamento
só começa a ser anormal quando é frequente, crônico e intenso. Assim, os pais devem observar e anotar quantas
vezes ocorre, se está se desenvolvendo e se está prejudicando a criança ou aos
demais.
“Todo adulto se engana pelo menos uma vez na
vida ao pensar: ‘Deus, todo mundo está rindo de mim!’ Isso não quer dizer que
todos sejam psicóticos: a frequência e intensidade da experiência estão dentro
da faixa ‘normal’. Do mesmo modo, caso
aconteça alguma coisa no comportamento de seu filho que lhe cause preocupação,
não entre em pânico: espere para ver se e como a situação se desenvolve. Pode
ser que desapareça logo. Tenha a paciência em observar e corrigir com
perseverança.
“Como parte do processo, você precisa procurar
alguém, expor o que está acontecendo e perguntar o que a pessoa acha da
situação. Pode ser um amigo, o seu terapeuta ou o pedagogo da escola do seu
filho, enfim alguém a quem você posso
confidenciar suas preocupações e que possa lhe dar um conselho útil.
“Infelizmente existe estigma que persegue que
pode ajudar. Estamos tentando mudar isso, demonstrar e tornar claro que, na
verdade, é muito difícil criar e educar os filhos. Todos precisam de apoio,
devem procurá-lo se for necessário, e esse apoio precisa ser de fácil alcance e
estar disponível aos pais de um modo que não seja humilhante.”
Quando eu fiz uma porção de descobertas, em conversas
francas com outros pais, compreendi que o comportamento do meu filho não era
incomum nem particularmente extremo. Isso me ajudou a resolver o impasse,
agindo construtivamente porque não entrei em pânico.
Dawn R.


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