É importante que as
crianças saibam que seus sentimentos são válidos, mas que não devem
expressá-los com rédeas soltas e do modo que bem entenderem. Os filhos precisam
da orientação paterna para se comportar da maneira considerada aceitável. Por
exemplo, você deve explicar a seu filho que estará tudo bem se ficar zangado,
com raiva, mas que é errado agredir outras pessoas por causa disso; que
compreende porque ele está desapontado, mas que gritar não irá ajudar a nenhum
dos dois. É importante mostrar-lhe de que outro modo pode expressar o que
sente.
Sugerir modos diferentes
de expressar as emoções pode ajudar caso seu filho esteja “travado” por ideias.
Algumas crianças gostam de pintar figuras ou de desenhar, outras preferem
atividades físicas – correr, saltar, pular em cima da cama, chutar bola – até
ficarem bastante calmas para falar.
Quando não gostar do modo
como seu filho se comporta, o certo é lhe dizer isso e fazê-lo pensar a
respeito: “Você está bravo, cansado de esperar pela sua vez e sabe que não é
certo empurrar Katie do balanço. Não há um modo de fazê-la saber que você está
zangado sem machucá-la?”.
Quando e como expressar o
que sentimos é uma questão de conservar o equilíbrio que todo ser humano perde de vez em quando, portanto
não espere que seu filho seja perfeito. A
mensagem importante para as crianças é que os sentimentos são normais e que
elas têm a escolha de como demonstrá-los. Além disso, devemos fazer com que
saibam que de vez em quando irão cometer erros que afetarão outras pessoas, mas
que também são capazes de corrigi-los. A descoberta de que podem equilibrar
a si mesmo fará as crianças aprenderem a assumir a responsabilidade de seus
erros e fazer algo a respeito, em vez de procurar a constante aprovação de
todos, negar ou culpar alguém por seus erros ou adotar uma defesa agressiva.
Com o tempo, as crianças assimilam o conceito de comportamento
apropriado, isto é: tudo bem ter sentimentos, mas tudo só continuará bem se
elas se comportarem da maneira certa em relação a isso. Por exemplo, desde
pequenina a criança deve aprender que a alegria de sapatear nas poças de água
do parque é um comportamento que não deve ser repetido em determinadas
circunstâncias, como quando ela vai para a escola.
- Pat Elliot,
psicoterapeuta
Texto
adaptado por Liliana Nogueira
Fonte: PARKER,
J. Criando filhos felizes: o que toda criança precisa que seus pais saibam.
Trad. Terezinha Monteiro Deutsch – Rio de janeiro: BestSeller, 2008.

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