terça-feira, 14 de julho de 2015

Parte 1: Demonstrar à criança que seus sentimentos são “normais”, mas que há maneiras melhores para expressá-los!



É importante que as crianças saibam que seus sentimentos são válidos, mas que não devem expressá-los com rédeas soltas e do modo que bem entenderem. Os filhos precisam da orientação paterna para se comportar da maneira considerada aceitável. Por exemplo, você deve explicar a seu filho que estará tudo bem se ficar zangado, com raiva, mas que é errado agredir outras pessoas por causa disso; que compreende porque ele está desapontado, mas que gritar não irá ajudar a nenhum dos dois. É importante mostrar-lhe de que outro modo pode expressar o que sente.
Sugerir modos diferentes de expressar as emoções pode ajudar caso seu filho esteja “travado” por ideias. Algumas crianças gostam de pintar figuras ou de desenhar, outras preferem atividades físicas – correr, saltar, pular em cima da cama, chutar bola – até ficarem bastante calmas para falar.
Quando não gostar do modo como seu filho se comporta, o certo é lhe dizer isso e fazê-lo pensar a respeito: “Você está bravo, cansado de esperar pela sua vez e sabe que não é certo empurrar Katie do balanço. Não há um modo de fazê-la saber que você está zangado sem machucá-la?”.
Quando e como expressar o que sentimos é uma questão de conservar o equilíbrio que todo  ser humano perde de vez em quando, portanto não espere que seu filho seja perfeito. A mensagem importante para as crianças é que os sentimentos são normais e que elas têm a escolha de como demonstrá-los. Além disso, devemos fazer com que saibam que de vez em quando irão cometer erros que afetarão outras pessoas, mas que também são capazes de corrigi-los. A descoberta de que podem equilibrar a si mesmo fará as crianças aprenderem a assumir a responsabilidade de seus erros e fazer algo a respeito, em vez de procurar a constante aprovação de todos, negar ou culpar alguém por seus erros ou adotar uma defesa agressiva.

Com o tempo, as crianças assimilam o conceito de comportamento apropriado, isto é: tudo bem ter sentimentos, mas tudo só continuará bem se elas se comportarem da maneira certa em relação a isso. Por exemplo, desde pequenina a criança deve aprender que a alegria de sapatear nas poças de água do parque é um comportamento que não deve ser repetido em determinadas circunstâncias, como quando ela vai para a escola.
- Pat Elliot, psicoterapeuta
Texto adaptado por Liliana Nogueira

Fonte: PARKER, J. Criando filhos felizes: o que toda criança precisa que seus pais saibam. Trad. Terezinha Monteiro Deutsch – Rio de janeiro: BestSeller, 2008.

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